Amantes do Trance

FOMOS DESENHADOS PARA VIVER NA NATUREZA

 width=A ciência confirma aquilo que já sabíamos: estar na natureza faz-nos felizes!

 

Depois do livro de Florence Williams, “A Natureza recupera: porque a natureza nos faz mais felizes, saudáveis e mais criativos”, ter suscitado interesse, a tecnologia moderna revela agora o que acontece ao nosso cérebro quando estamos ao ar livre.

Recentemente, um estudo demonstrou depois de questionar as pessoas quão felizes estavam naquele momento (independentemente do que estavam a fazer) que dedicamos demasiado tempo a ser infelizes. Aquilo que repararam, ainda que não fosse totalmente inesperado, é que as pessoas diziam estar mais felizes quando estavam de férias, com amigos ou a ouvir música. Mas neste estudo algo mais interessante ficou demonstrado – as pessoas eram também muito felizes quando estavam em contacto com a natureza. Com a deslocação em massa para as grandes cidades, a população deixou de passar tanto tempo em contacto com a natureza. Isto traz-nos algumas consequências, principalmente se pensarmos que cada vez mais estimulamos o cérebro em demasia, e que este se encontra constantemente stressado.

Quando andamos no meio da cidade ruidosa ou estamos no meio do parque, o cérebro funciona de forma diferente. Sabendo que o cérebro funciona como um músculo, e que este se adapta ao ambiente que o rodeia, os neurocientistas têm cada vez mais interesse em verificar de que forma é que este se adapta. E vai ainda mais avante: a neurociência diz-nos que estar ao ar livre tem inúmeros efeitos terapêuticos. Quando estamos em contato com a natureza, o lobo frontal do cérebro (parte mais próxima da testa), conhecido como o comando central, e envolvido nas tarefas da vida moderna, acalma um pouco e repousa, como se de um músculo demasiado usado falássemos. Há também indícios de que as ondas alfa, que indicam um estado mental mais calmo, ainda que alerta, se tornam mais fortes e sincronizadas. A sincronização de ondas alfa é associada a atividades de meditação, criatividade, foco, libertação de stress e quando passamos a dar mais atenção às nossas experiências pessoais ao invés de o que nos rodeia. Para além disso, outros estudos revelam até que pessoas que vivem em zonas próximas de espaços verdes possuem menor taxa de doenças cardíacas, mortalidade e menores níveis de hormonas de stress. Apenas uma caminhada de 15 minutos pela floresta produz alterações notórias no nosso sistema de resposta a stress, o que se pode traduzir em benefícios para a mente e consequentemente para o corpo.

Atualmente, subestimamos o valor da felicidade. As pessoas pensam ser capazes de a encontrar em frente da TV, ou numa loja do shopping da cidade. Esquecem-se da coisa mais simples e mais bela que sempre nos rodeia: a natureza! Não há melhor remédio para as dores da alma que voltar à raiz daquilo que somos. Da natureza viemos, dela precisamos e para ela voltamos! No mínimo devemos retribuir-lhe o amor que sempre nos é oferecido!

 

Dr. Horus

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