Amantes do Trance

ENTREVISTA COM OS ORGANIZADORES DO LOST THEORY FESTIVAL PT/ING

ENTREVISTA LOST THEORY FESTIVAL PT/ING

1- Como surgiu a o Lost Theory Festival? Quem são os seus principais membros da organização e quais os seus papeis?

R: O Lost Theory começou com pequenas festas num velho zoo e em fábricas abandonadas, perto da nossa cidade natal de Gent. A organização do festival divide-se entre a parte logística e a parte artística (música, decoração, publicidade). Realizar um festival deste tamanho envolve muito trabalho de equipa por parte de um pessoal motivado e especializado.

2- Quais as características mais importantes para um organizador de eventos?

R: Ter paixão pelo que fazes é importante, mas também é preciso manter a calma e motivar todos para que possam dar 100%.

 




3- O Lost Theory Festivalé um dos principais festivais deste verão e que a julgar pelo local e lineup tem tudo para ser um dos melhores festivais do ano em Espanha. Para quem está a pensar ir ao vosso festival, quais outras actividades oferecidas no Lost, para além do PsyTrance?

R: O Lost Theory oferece muito mais do que apenas psytrance num espaço bonito. Temos espaços para yoga, um parque aquático, um cinema 360º onde é possível desenhar no tecto com óculos de realidade virtual e muitos mais sítios por descobrir.

 

4- O que está a chamar mais atenção é o cuidado com a diversidade de estilos que o evento trará, resgatando a pluralidade que está na essência do movimento Trance. Qual a importância desta mistura de tribos em festivais?

R: Para cada momento do dia existe um som que o melhor acompanha. A nossa música acompanha o ciclo do sol, sons mais sombrios durante a noite e sons eufóricos para o amanhecer.
O mundo já está demasiado dividido, cada um no seu pequeno mundo. Nós esperamos eliminar essas barreiras com a diversidade de estilos e géneros musicais.

 

5- O festival organizado por vocês certamente causará algum impacto no local onde é realizado e por isso é essencial que se preocupem com causas ambientais. Como é que vocês cuidam desse aspecto?

R: Cuidar do nosso espaço é uma das principais preocupações, queremos mantê-lo o mais natural e selvagem possível. Tudo o que fazemos é monotorizado pelas entidades responsáveis e estamos constantemente em contacto para que seja possível realizar um festival deste tamanho.

Todos os presentes no festival sabem onde pertence o lixo, oferecemos cinzeiros portáteis para que não haja beatas no chão. A nossa eco-team, créditos à psyclean, ajuda a manter o festival limpo; as nossas casas de banho tornam os dejetos em composto reutilizável. Compramos toda madeira usada a produtores locais e reutilizámos o máximo possível para as próximas edições do festival; todos os visitantes recebem um ‘eco-soap’ e filtramos a água usada. Para o futuro esperamos aumentar o uso de energia solar e do rio, o objetivo é um festival 100% sustentável.

 

6- Como funciona o processo de selecção de Djs internacionais e nacionais?

R: Não nos importamos com nacionalidades ou línguas, mas sim com música de qualidade, é importante que o artista faça os ouvintes se ‘perderem’ na música psicadélica.

 

7- Em termos de estrutura, qual patamar vocês almejam chegar? O que vocês sonham ter nos vossos eventos num futuro próximo?

R: Para um organizador o objetivo é sempre um festival com o público satisfeito, poder apoiar os artistas na sua arte. Sonhamos com uma forma mais confortável de ir a um festival, e temos grandes ideias para melhor acomodar os visitantes. Consigo ver-nos criar coisas mais loucas e mais belas.

 

8- Quantas pessoas vocês esperam para a edição deste ano e quais são os maiores desafios ao colocar um festival deste porte em prática?

R: Esperamos cerca de 3.500 a 4000 pessoas. A maior dificuldade (e a mais importante) é manter a confiança das autoridades locais e fazer com que o festival seja seguro para todos.

 

9- A cena Psy trance mundial cresceu muito, com isso novos DJs, festas/festivais e outras promotoras não param de surgir. Na vossa opinião, o que acham que poderia mudar (no sentido de melhorar o trance) ?

R: A única constante é a mudança, não existe razão para a temermos, temos que a abraçar. Amamos o passado e aguardamos o futuro. Todos estão convidados a juntar-se a nós no dancefloor.

 

10- Para finalizar deixem uma mensagem para o público português.

R: Venham descobrir o Lost Theory, é mais perto do que pensam. Vão adorar!

INTERVIEW LOST THEORY FESTIVAL


1- How did Lost Theory Festival start? Who are the main organizers and their roles?

R: Lost Theory started with small parties in abandoned factories and an old zoo, close to our home town Gent. You can divide the festival in the festival content (music, art, promotion) and the practical things that need to be done to make it all happen (crew, logistics, …). The organisers roles are more or less divided like this. No need to say that organising an event of this scale is a big team effort and that it needs allot motivated and skilled people to make it all happen.

 

2- What is the most important characteristic for an aspiring event organizer?

R: Love what you do and why you do it. Stay calm and keep everybody motivated to give their 100%.

 

3- The Lost Theory Festival is one of the main festivals this summer has to offer, and judging by the location and the lineup it has everything to be one of the biggest of the year in Spain. For everyone who’s considering attending, what are some of the other activities presented at Lost, besides Psytrance?

R: Lost Theory has much more to offer then psystrance in a stunning natural setting. We have a yoga dome, a water playground, a 360° cinema where you can draw on the ceiling with virtual reality goggles on much more small corners to explore and discover.





4- What’s been caught in everyone’s attention is the care you take with diversity of genres presented at Lost, getting back the plurality that belongs with the Trance movement. What is the importance of this mixture of ‘tribes’ at festivals?

R: We think that every moment of the night or day has a certain sound fitting best to this moment. The music follows the cycle of the sun. Darker sounds during the night to uplifting music for ecstatic sunrises.

The world is already divided enough as it is, everybody in his own little world. We hope to erase these boundaries with a diversity in styles and subgenres.

 

5- Your festival will certainly have some environmental impact on the location, and it is essential for some measures to be taken. How do you approach this subject?

R: Taking care of this beautiful place is one of our main priorities we want to keep it is wild and natural as possible. Everything is closely monitored by National Parks and we sit together with them to see how we can balance nature and a gathering of this size.

When we first arrived here it was an impenetrable bush with lots of rubbish that we cleaned out. We work together with a sheppard to maintain field and to avoid heavy machines cutting the grass.

We have great visitors that know where their garbage belongs. During the festival we have an eco-team provided by psyclean to keep it clean. Every smoker gets a pocket ashtray to keep cigarette buds of the ground. We use eco toilets which turns shit into soil instead of a toxic liquid. We purchase all our wood locally and we re-use everything as much as possible for the next editions. Every visitor gets a piece of eco soap and the grey water gets filtered with active carbon. For the future we are looking into harvesting more power from the sun or the river as it is our dream to party without having to use of fossil fuels.


6- How does the DJ selection work for both national and international artists?

R: We don’t care where you are from or which language you speak, we care about the music you make and the quality of it. We program psychedelic music so it is important that your music creates this extra space for people to get lost in.


7- In terms of organization structure, what do you plan on reaching? What do you dream of having in your events in a near future?

R: For an organiser the joy comes from organising. A flowless production with satisfied visitors, supporting artists doing their art is always the aim. We dream of a more comfortable way of going to festivals and have wild ideas about accommodation for our visitors. We see ourselves building crazier and more beautiful things.


8-  How many people do expect will attend this year and what are the biggest challenges when putting together a festival this large?

R: We expect somewhere between 3.500 and 4.000 people.  A nice amount of people to know all the faces by the end of the festival. The biggest and most important challenge is earning and keeping the trust of the local authorities and keeping it a safe festival for everybody.

 

9- The Psytrance scene has grown a lot, and with that come new DJ’s, parties and festivals. In your opinion, what could and should change about our beloved scene?

R: The only constant thing is change, there is no reason to be scared of it, we embrace it. We love the past and are exited for the future. We welcome everybody on the dancefloor to come and dance with us.

 

10- To finalize, leave a message to the portuguese audience.

R: Come and discover Lost Theory it is closer they you think. You will like it!

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