Amantes do Trance

1 – De que maneira entrou a música na tua vida?
A música no geral entra na vida de alguém de uma maneira ou de outra, mas é a paixão por um estilo em particular que leva as pessoas a explorar a sua habilidade para contribuir para ela. Para mim, foi algo que surgiu naturalmente, primeiro sendo DJ e explorando os blocos de construção e a estrutura. Mais tarde fui sortudo o suficiente para me rodear com as pessoas certas, aprender delas e encontrar o meu próprio caminho nesse processo.

2 –Qual foi a festa em que te estreaste com DJ?
Há 15 anos atrás na nossa primeira festa na Bélgica.

3 – Como foi o início da tua carreira?
Caótico, no minímo. Não era tudo sobre atuar ou dedicarmo-nos exclusivamente em tornarmo-nos “algo”, era apenas sobre a música e a diversão. Isto só mudou quando começamos a produzir a tocar à volta da Europa. Houve bastantes anos em que íamos tocar apenas pelo bilhete e pela experiência.

4 – Como começaste a produzir música eletrónica?
Começamos a escrever em 2003 depois de nos encontrarmos pela primeira vez numa festa de Dark Soho, trabalhamos no estúdio do meu colega nessa altura. Aos poucos começamos a ter mãos para aquilo e o que saí era material bastate bom, olhando agora para trás. Mas claro que não se compara ao que fazemos hoje, é como a diferença do dia para a noite.

5 – Onde encontras inspiração para criar novas músicas?
Maior parte da inspiração que recebo foi do nascimento do meu filho, mas no passado a verdadeira inspiração vinha de uma espécie de escapismo, aquele sentimento que tens quando fechas os olhos e a música leva-te numa volta pela tua cabeça. A procura pelo prazer que traz é o que me motiva para tirar o melhor de uma faixa todas as vezes.

6 – Quando foi lançada a tua primeira faixa?
Em 2005 na label Francesa Avigmatic Records, a faixa chamava-se “Infection”.

7 – Os artistas de psytrance têm muitas influências de outros géneros musicais. O que te inspira fora da música eletrónica? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?
Música eletrónica do início dos anos 90, antes das coisas serem “etiquetadas”.

8 - Quem são as tuas influências musicais?
Man with no name, Infinity Project, Astral Projection, U-recken, ...

9 – Qual foi a atuação que mais te marcou, uma que nunca te esquecerás?
Talvez 2 : Mikology Festival (Mexico) 2004 / Ozora 2009

10 – O que te mantém apaixonado pela música eletrónica?
O facto de que ainda me dão arrepios sempre que ouço uma faixa poderosa pela primeira vez

11 – O que gostas mais em festivais?
A sensação de comuidade refletida nos sorrisos nas caras das pessoas.

12 - Onde vão ser as tuas próximas atuações?
Temos um calendário de próximas atuações bastante espetacular. A próxima é numa das nossas cidades favoritas: Praga. Depois uma pequena tour de Natal na Austrália. Dois gigs de passagem de ano em Berlim e Portugal. E mais tarde em Janeiro também vamos ter uma pequena tour asiática com atuações em Bangkok e na Indía.

13 – E acerca das tuas novas faixas, podes revelar algo?
Estou a trabalhar forte e feio para lançar um 5º álbum no decorrer do próximo ano, de momento estou a fazer um remix da Lost Paradise de U-Recken, uma das minhas preferências

14 - Quais as expectativas para a atuação em Portugal?
Toquei na mesma festa o ano passado em conjunto com Tropical Bleyage, foi um set bastante espetacular e não tocamos assim tantas vezes juntos, por isso foi altamente. Este ano vou tocar com o meu amigo U-Recken e tenho a certeza que vai ser espetacular como no ano passado.

15– O que costumas fazer quando não estás a atuar ou a viajar?
Sou um programador por troca, ou seja, estou a desenvolver todos os tipos de aplicações fixes, para além disso, obviamente, mantenho a Dacru em conjunto com o meu colega Koen.

16- Vamos finalizar a entrevista, alguma mensagem que queiras deixar aos teus fãs portugueses?
Eu só queria dizer que eu realmente aprecio todo o amor que DigiCult recebe sempre que atuamos em Portugal. A cena é que eu encontro bastantes festivaleiros portugueses à volta de todo o mundo e eles sempre nos mostram amor, portanto eu quero envir de volta algum agora que tenha a oportunidade. Vejo-vos na passagem de ano pessoal!

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