Amantes do Trance

1 - Como a música chegou à tua vida?

R: Desde muito cedo que tenho uma conexão muito forte com a música electrónica. No final dos anos 90 comecei a produzir beats de Hip Hop para as letras que fazia na altura. Daí surgiu a minha paixão pela produção de música electrónica.

2- Qual foi a festa em que te estreaste como DJ ?

R: A minha primeira festa como live act chamava-se Coloured Movements que se realizou em Sintra em 2009.

3 - Como foi o início da tua carreira?

R: O início de carreira é sempre uma fase entusiasmante. É nessa altura que começamos a crescer e a tocar em cada vez mais lugares. Nas primeiras vezes que actuei tinha sempre receio que algo corresse mal ou que o público não tivesse a resposta que esperava, contudo sempre corria melhor que o expectável, o que me dava forças para continuar o projeto. Um dia um DJ chamou-me para tocar em Londres e a partir desse dia comecei a tocar em pistas estrangeiras e a crescer como produtor.




4 - Como começaste a produzir música electrónica?

R: Posso dizer que foi o destino a dar-me um programa de produção de beats que vinha num pacote de cereais ao pequeno-almoço. Nessa altura já escrevia letras de Hip Hop e comecei a produzir os beats com esse programa. Sucessivamente fui descobrindo outros softwares onde comecei a desenvolver músicas de outros estilos e especialmente psytrance (agradeço aos meus amigos por terem tido paciência para escutar as “pérolas” que produzia ana altura)

5- De onde tiras inspiração para criar novas músicas?

R: Tudo o que me rodeia irá de alguma forma influenciar o que vou produzir. Das ondas do mar ao simples bater de pé no estúdio. Tudo é som. Tudo se pode introduzir na música. O trance é caracterizado por uma batida e um baixo que nos dá um efeito de meditação semelhante ao mantra Om que, assim como ele, é a base que guiará para a obtenção dos restantes sons.

6-Como surgiu o projecto Amras?

R: Amras é um projeto que teve origem em 2009. Sob as influências de darkpsy e hi-tech, criei este projecto que tinha como foco unir estas duas vertentes, mas envolvendo um groove especial para o tornar mais dançante.

7 - Quando foi o teu primeiro lançamento?

R: Em 2011, quando lancei o primeiro album “Infinite Connection” pela Electricmoon records.

8- Os artistas do psy trance possuem influências de outros gêneros musicais. O que te inspira fora do universo electrónico? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?

R: Gosto de muitos estilos de música mas especialmente com groove (reggae, funk, jazz) e música étnica. As artes visuais também são uma enorme inspiração. É incrível como as duas artes podem ser tão análogas.

9 - Quem são as tuas influências na música?

R: Audiopathik, Highko, Kindzadza foram as minhas influências no início do projecto. Hoje em dia costumo escutar artistas de diferentes vertentes como Evil Oil Man, Fagin’s Reject ou Elowinz.

10 - Qual foi a actuação que mais te marcou?

R: Não é fácil escolher uma pois todas tiveram a sua essência. No entanto escolheria o Pulsar Festival em 2016, Kali Mela no mesmo ano e a Pachamama Festival em 2017 como as minhas actuações preferidas.

11 - O que mantém vivo o teu amor pela música electrónica? O que tu mais gostas nas festas/festivais?

R: O amor pela música electrónica é algo que trago desde muito cedo. Simplesmente me cativa pelo facto de poder descrever emoções através dela. É música, e música é vida. O que gosto nas festas é a sensação de liberdade, o poder desligar do mundo e sentir a música na sua plenitude.

12 - Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para tocar, onde seria?

R: Sendo amante de surf e natureza escolheria a Indonésia. É um sonho que tenho há algum tempo.

13 - Quais são as novidades em relação a novos lançamentos?

R: Estou nete momento a desenvolver o meu próximo album que espero lançar ainda este ano.

14- Nos últimos anos o psy trance tem vindo a crescer em Portugal o número de festas/festivais e novos artistas aumentam a "cada dia". Na tua visão, está nossa caminhada está no ritmo certo ou existe algo que poderíamos estar a fazer mais pelo crescimento da cena?

R: Acho que Portugal tem vindo a crescer a olhos vistos no que respeita ao número de festas e festivais. Contudo a diversidade de vertentes de psytrance nos line ups ainda tem que evoluir muito. Temos de olhar mais para a cena que existe lá fora e aplicar cá dentro.

15 - Define a tua música em três palavras.

R: Groovy, energética e psicadélica

16- Vamos finalizar com uma mensagem para os teus fãs/seguidores.

R: Obrigado por todo o apoio que têm dado! Continuem atentos que o album está a chegar! BooOooM

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *