Amantes do Trance

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DEMOSYS

1 - Como a música chegou à tua vida?

R: Desde muito cedo. Os meus pais são os 2 do alentejo e na altura em que tinha certa de 6/ 7 anos pertenciam a 2 grupos corais um tipicamente alentejano outro mais popular e eu por "arrasto" acabei por também fazer parte desses grupos e familiarizar-me desde cedo com a música onde aprendi na altura a tocar acordeon ( que hoje em dia já não me lembro) teclas e guitarra.




2- Qual foi a festa em que te estreaste como DJ ?

R: Finais de 2008 no Europa em lisboa. Na altura a Blissful uma promotora que estava activa fazia lá as festas e deram-me a oportunidade de começar por ai.

3 - Como foi o início da tua carreira?

R: Foi complicado como acho que o inicio de todas as carreiras musicais. Não é um meio fácil de te inserires , o talento vale o que vale e na altura sem praticamente nome do meio da cena trance ainda foram alguns anos na fase do vem a festa se correr logo vemos se te pagamos.
Ainda assim sinceramente julgo não ser dos artistas com mais razão de queixa sei que provavelmente á 5 anos antes era bem pior. Julgo que foi um processo normal de evolução com precauções e boas experiencias, tudo faz parte das tuas melhoras como artista.

4 - Como começaste a produzir música electrónica?

R: Eu comecei a actuar com Dj Set e senti passado 1 ano mais coisa menos coisa curiosidade e necessidade de fazer mais e optei por começar a produzir. Tirei na altura, isto em finais de 2009 um workshop na Restart com o Menog que foi a catapulta onde aprendi o básico para me fazer a vida e seguir o meu rumo.

5- De onde tiras inspiração para criar novas músicas?

R: Principalmente de filmes, festas onde não vou tocar que actualmente serve um bocado de terapia para absorver cenas novas que se calhar não presto tanta atenção quando vou actuar e de vários outros géneros musicais que ouço. Os filmes acabam por ser muito importantes porque são fontes onde um simples que vocal que ache que pode resultar acaba numa faixa a partir daí.

6-Como surgiu o projecto Demosys?

R: O meu projecto tinha inicialmente o nome Demosystem mas acabei tempos mais tarde e com o concelho na altura do manager da Blissful a encurtar para Demosys e assim ficou. Como disse em cima sempre tive muito ligado com musica e do começar a frequentar as festas ao chegar a conclusão que estava ali algo que gostava realmente de fazer foi um pulo.

7 - Quando foi o teu primeiro lançamento?

R: O meu primeiro lançamento foi lançado por uma editora na altura baseada em Londres de um grande amigo chamado Paulo que tinha por nome Phonix Records. o Paulo e a Phonix Records foram dos primeiros a acreditar no meu projecto e na altura inclusive levarem-me a tocar a Londres e Barcelona, e lançamos o meu 1º EP em 2012. Onde saiu na altura uma faixa que me vinha ajudar bastante a mostrar o meu nome na praça, a Mary Shaw.

8- Os artistas do psy trance possuem influências de outros gêneros musicais. O que te inspira fora do universo electrónico? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?

R: Como já te respondi em cima muitos filmes, series. em casa ouço cada vez menos trance, sou um super fã de Rock, Metal, Hip Hop, R´n´b, eu ouço de tudo um pouco acho ser uma cena que acaba por me ajudar muito porque inconscientemente são peças do puzzle que vais absorvendo de vários campos e que te vão ajudando a tu próprio criares aquilo que tu achaste de uma boa ideia numa outra música a criares a tua boa ideia.

9 - Quem são as tuas influências na música?

R: É complicado de te dar uma influência de caras mas tenho vários artistas que me influenciam muito tipo Craig David, Mettalica, System of a Down, nas, Skrillex, Deftones. No entretanto uma grande influência que apareceu tanto na minha vida pessoal como musical foi D-Maniac, que é um musico de excelência.

10 - Qual foi a actuação que mais te marcou?

R: As actuações que mais me marcaram foi a minha primeira visita a Belgica, tive um buzz brutal com uma festa de casa cheia onde acabei por descobrir que tinha um reconhecimento por aqueles lados que não fazia ideia que existia e sentir isso foi fantástico. O meu primeiro grande festival o Freedom em 2015 foi um momento marcante por tudo aquilo que englobava e a minha primeira ida à ilha Madeira este ano também vai ficar guardado como dos melhores públicos que tive.

11 - O que mantém vivo o teu amor pela música electrónica? O que tu mais gostas nas festas/festivais?

R: Olha acredito que ainda seja o mesmo que me fascinou ha 11 anos atrás quando comecei a frequentar festas, como é obvio a música vai ser sempre um facto essêncial no meu divertimento não sou o melhor adepto do vou sair para beber um copo e ouvir música de fundo, as amizades que fiz ao longo dos anos ir neste momento a uma festa é quase como o recreio da escola onde revez os teus amigos todos e é alta parodia. Acho que uma festa com boa música, amigos e se possível num sítio bonito para mim chega para me fazer o dia.

12 - Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para tocar, onde seria?

R: Israel, sem dúvida.

13 - Quais são as novidades em relação a novos lançamentos?

R: Tenho marcado para o incio do mês que vem ( Dezembro) o lançamento de um novo EP que vai ser editado pela Locobot Records um projecto novo que faço parte criado pelo D-Maniac e pelo Wouter Malfait que pertence aos Input Malfunction um Dj Set Belga, que estamos aí com força e vontade de trazer boa música para cena trance.
O Ep vai ser um bocado diferente eu acho daquilo que tenho feito principalmente no último ano, este EP tem influências do Full On Matinal de 2005 ao psicadélico de 2017. Gostei muito do resultado acho que é o campo onde me sinto mais a vontade. O EP vai trazer 2 faixas uma original e um Remix da Hey do D_Maniac. Tenho já na minha conta de youtube um teaser de uma das faixas pelo que convido os interessados a dar uma espreitadela. (OUVIR AQUI)

14- Nos últimos anos o psy trance tem vindo a crescer em Portugal o número de festas/festivais e novos artistas aumentam a "cada dia". Na tua visão, está nossa caminhada está no ritmo certo ou existe algo que poderíamos estar a fazer mais pelo crescimento da cena?

R: Eu acho que tudo o que for para acrescentar qualidade a cena trance é bem vindo. Tens de facto hoje em dia um volume enorme de eventos, os festivais de verão por exemplo são cada vez mais mas se calhar de 6 festivais apenas 3 valem realmente a pena, e acho que são os outros 3 que não fazem falta.
Acho que temos que acompanhar a evolução das coisas, infelizmente não somos o país com mais capital para tal mas acho que era importante evoluirmos nos eventos, nos staffs , nos locais por que acho que ficamos uma beca parados no tempo de uma tenda uns panos bacanos e umas luzes negras ta fixe, acho que eram bom para a cena evoluirmos com isso mas como é obvio isso requer investimento o que acaba por ser um risco porque não sabes se te vai correr bem ou vai tudo esperar pelas 14 para não pagar entrada, isto atenção sem criticar quem o faz, eu próprio já o fiz, mas para poderes investir tens que ter compradores.

15 - Define a tua música em três palavras.

R: Fixe para cacete.

16- Vamos finalizar com uma mensagem para os teus fãs/seguidores.

R: Deixar aquele abraço a todo o people que segue o meu trabalho que me da feedback seja positivo ou negativo e seja via internet seja nas festas, fazem todos partes do projecto e do meu processo de evolução. Estamos juntos.

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