Amantes do Trance

1 – De que maneira entrou a música na tua vida?

R: A música esteve sempre na minha vida. O meu pai era um agente no negócio do Rock and Roll portanto eu estive rodeado de músicos desde que nasci. A minha primeira palavra foi “guitarra” em vez de “papá”.




2 – Qual foi a primeira festa em que tocaste como DJ?

R: A primeira atuação a sério que tive foi uma festa de ano novo em Ottawa (passagem de ano de 2000), esqueci-me do nome do evento mas lembro-me perfeitamente que estava a usar vinil e CDs (as CDJs eram novas naquela altura) e as Tech1200s não tinham amortecedores de choque em condições portanto durante a minha primeira faixa as vibrações do sub fizeram a agulha sair a voar do vinil. Que embaraçoso!! Acho que vou ficar pelos CDs a partir de agora!!

3- Como foi o início da tua carreira?

R: Muito divertido! Era tudo novo para mim e eu estava cheio de energia e inspiração. A partir do momento que me comecei a envolver comecei a trabalhar arduamente e senti-me como se tivesse encontrado o meu sítio na vida. Não foi muito antes de começar a tocar em festas. Eu também era organizador e senti-me na obrigação de contribuir para a cultura desta maneira também, já que é uma cena relativamente pequena no Canadá. Acho que graças a isto e ao meu estilo eu fui um dos poucos sortudos jovens DJs nesta altura com a possibilidade de viajar e tocar. Nunca o iria comparar a como estão as coisas neste momento mas tive a hipótese de sair e fazer algumas atuações no estrangeiro.

4 – Como começaste a produzir música electrónica?

R: Na verdade eu comecei a produzir antes de começar a organizar eventos e de mixar! Quando voltei da minha primeira festa fui direito para a minha cave onde me apropriei do computador da minha mãe. Consegui encontrar um programa chamado “Impulse Tracker” e comecei a aprender. Eu queria mesmo fazer uma faixa com o som robótico dos “Transformers” quando os robôs se transformavam num veículo! Como é óbvio a minha mãe apagou todo o meu trabalho. Mas isto levou-me a mais tarde arranjar o meu próprio computador e eventualmente montar um pequeno estúdio na cave do meu pai.

5 – Onde encontras inspiração para criar novas faixas?

R: Para ser honesto, eu normalmente não tenho muitas ideias pré-concebidas. Eu vou com o que aparece e tento construir a partir daí. Eu acho que isso é a beleza disso na verdade. Há uma imensidão de variáveis e caos para explorar, mas no fim fica moldado ao meu estilo.

6 – Como foi o início tua carreira?

R: Nada para além de trabalho árduo, tempo e mais trabalho árduo. Um bocado de sorte. E depois mais trabalho. Eu acho que ser chamado para o Ozora pela primeira vez deu-me um grande empurrão e motivação para trabalhar mais.

7 – Quando é que a tua primeira faixa foi lançada?

R: Geomagnetic TV - Psychic Chakra VA (Lançado em 2006), a faixa é Virtual Light - Nuclear Sun. Tem uma sample engraçada do Iggy Pop de um filme fixe chamado “Hardware”.

8 – Os artistas de Psytrance têm várias influências de outros género musicais. O que é que te inspira fora da música eletrônica? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?

R: Sempre fui um fã de acid techno, dark Jungle e drum & bass, IDM e também sou designer gráfico e desenho às vezes. 9 - Quem são as tuas influências musicais? Black Sabbath, Jimi Hendrix, Guns N Roses, Iron Maiden, Megadeth, Faith No More, Mr. Bungle, Logic Bomb, Hux Flux, Steve Vai, Joe Satriani, Nine Inch Nails, First Shpongle album, só para nomear alguns.

10 – Que performance nunca esqueceste, que mais te mudou?

R: Eu acho que os sets mais divertidos que toquei foram as minhas festas em Montreal. 5-8 hora sem parar. Cenas profundas..

11 – O que te mantém inspirado pela música eletrônica?

R: Festivais como o Mo:Dem mantêm-me aqui. Também tenho aqueles momentos que danço como um “mother fukka”.

12– O que gostas mais em festivais?

R: Eu amo mesmo a lasanha do restaurante principal do Ozora (e é tipo apenas 4 euros)

13 – Quais vão ser as tuas próximas atuações?

R: Depois de Portugal é Israel, Escócia, Dubai, Espanha, Suíça, França, Brasil, Nova Zelândia, Goa, e Austrália!

14 – Sobre as tuas novas produções, podes dizer-nos alguma coisa?

R: Ainda não estão feitas haha mas vão ser do caraças. Algumas colaborações a caminho com Nukleall, Obliviant, Via Axis para nomear algumas. Espero ter algum tempo para fazer uma pausa de viajar e dar duro no estúdio.

15 - Sobre a tua atuação em Portugal, quais as expectativas?

R: Diverti-me bastante da última vez que estive lá na Pre-Party do MoDem. Basicamente espero o mesmo pessoal e a mesma vibe. Adoro-vos a todos

16 - O que fazes quando não estás a tocar ou a viajar?

R: Provavelmente a trabalhar em música ou design. Agora também coisas relacionadas com a label Zero1 Music. Devo admitir qe é bastante agradável disfrutar da “vida normal”, que se tem tornado cada vez mais raro, e apenas sair com os amigos para restaurantes, ir ao teatro, a parques, etc. Há outro lado de “viver o sonho” que maior parte das pessoas não estão cientes, ainda assim nunca trocaria isto por qualquer outra coisa, mas é bué cansativo e caótico.

17- Vamos terminar esta entrevista, deixa uma mensagem para os teus fãs portugueses!

R: “I’m here to kick ass and chew bubble gum, and I’m all out of bubble gum !” - John Carpenter

PUBLICIDADE




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *