Amantes do Trance

1- Como a música chegou à tua vida?

R: A musica sempre esteve presente na minha vida e não só no Psy-Trance, pois desde sempre que fui adepto de vários estilos musicais em especial Hip-hop, Drum-n-Bass e Techno entre outros.




2- Como surgiu o projecto Adrenaline Rush?

R: O projeto inicialmente surgiu como brincadeira de amigos, depois das festas juntávamo-nos e como tínhamos acesso aos Cdj’s achei muito rapidamente uma facilidade em acertar as batidas. Como desde sempre tive um grande interesse em saber quais os novos releases, novos artistas, foi muito fácil juntar as duas coisas e ganhar o “bichinho” muito rapidamente.

3- Qual foi a festa em que te estreaste como DJ ?

R: Posso desde já agradecer à minha madrinha Guapa Lee neste meu projeto, pois foi numa festa que ela organizou que me estreei ao público. Foi uma festa da Female Intuition no Opart em Setembro de 2013. Lembro-me que as minhas pernas tremiam e tinha muito medo de falhar alguma coisa mas rapidamente passou tudo assim que carreguei no Play.

4- Como foi o início da tua carreira?

R: No inicio da minha carreira tive a sorte de tocar logo para a Crystal Matrix, label que vim a integrar. Mas mesmo sendo da Crystal Matrix e conhecer muita gente do meio, pois já ia a festas há alguns anos, muita gente ainda não me associava ao nome Adrenaline Rush. Este foi, e ainda é, um trabalho diário de publicidade que tenho de manter.

5- Quem são as tuas influências na música?

R: A minha carreira passou por uma grande mudança há cerca de dois anos. Mas como não esqueço o início tenho de mencionar nomes como A-Mush e Alienn enquanto as minhas maiores influencias musicais no inicio da minha carreira. Contudo os meus gostos mudaram bem como a cena full-on mundial e hoje em dia sigo e toco muito artistas como Djantrix, Waio, Astrix, Ace Ventura e claro um dos meus maiores ídolos, Burn in Noise visto que é um musico sem igual e uma pessoa com um nível de humildade que me fazem querer seguir os mesmos passos. Com eles, vejo um pouco de mim, quer pela musicalidade quer pelas pessoas que as fizeram, pois para mim é isto o trance, uma viagem ou uma historia que queremos contar ...

6- Quando foi o teu primeiro contacto com o Psytrance?

R: O meu contacto com o PsyTrance, foi em 2007 precisamente há 10 anos, um pouco contrariado confesso, pois era do drum n’ bass e não estava muito interessado em alargar o meu horizonte para o trance até que um dos meus melhores amigos me disse para não me preocupar com nada que nessa noite ia com ele, e conhecendo como conhece tinha a certeza que me ia divertir...e como seria de esperar, na semana seguinte já la estava outra vez.

7- O que mantém vivo o teu amor pela música electrónica? O que tu mais gostas nas festas/festivais?

R: O que mantém vivo este amor pela musica eletrónica em especial o Psy-Trance é ver o modo como de dia para dia a musica eletrónica e o Psy-Trance têm evoluído, apesar de haver muita gente que diz que o trance é a Free-Party e devíamos voltar ao antigamente, acho que temos é de nos preocupar com o futuro e não nos prender ao passado, porque o passado esse já foi e não o voltamos a viver e temos de acompanhar a evolução mundial ou estaremos eventualmente fora da “cena Trance”. Acho que Portugal tem tanta capacidade e história que podemos muito bem ser dos países que mais representa esta cultura.

8- Já aconteceu alguma situação engraçada enquanto tocavas?

R: Já me aconteceram tantas situações, desde o mixer da festa ter a entrada dos fones partida, o Dj que tocava depois de mim começar a tocar e estar ao telemóvel ao mesmo tempo, já assisti a quase tudo.

9- Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para tocar, onde seria?

R: Brasil sem duvida para alem da facilidade da comunicação e da dimensão dos eventos, tenho alguns amigos e conhecidos com quem gostava de partilhar palco e claro por ser um pais que está em grande ascensão na cultura psicadélica

10- Nos últimos anos o psy trance tem vindo a crescer em Portugal o número de festivais e novos artistas aumentam a cada dia. Na tua visão, esta nossa caminhada está no ritmo certo ou existe algo que poderíamos estar a fazer mais pelo crescimento da cena?

R: Há sempre alguma coisa a fazer. É verdade que há um número crescente de dj’s e djanes de dia para dia, mas muitos deles não começam da forma correta pois não optam por usar o conhecimento a favor deles e tentam apenas alcançar o topo sem saber a técnica. Na minha opinião é melhor aprender e depois mostrar, do que apenas mostrar, pois como o grande mestre Ace Ventura uma vez falou, o difícil não é chegar ao topo, o difícil é manteres-te no topo. Sigo um pouco este modo de ver as coisas e tento todos os dias me aperfeiçoar. Acho que temos que ouvir mais musica e não nos prendermos no passado.

11- Qual foi a actuação que mais te marcou?

R: Guardo no meu coração algumas atuações como a ultima passagem de ano pois não é fácil manter o público quando se toca depois do Alienn e lembro-me que entrei com tudo e no final o Patrick até me veio dar os parabéns e isso marcou-me muito. Também o Warm-up do Freedom pois nunca tinha tocado num festival com aquela dimensão. Ultimamente o Vs. inesperado que fiz com a Tinker no Freekuency 2017 pois fez-me lembrar as festas no Brasil e acho que nunca tinha visto um Dancefloor encher tao rápido. E como é óbvio o Vs. com a Guapa Lee pois é graças a ela que devo tudo isto.

12- Que expectativas tens para esta edição do Freedom Festival? E quais as emoções que tencionas transmitir aos ravers na tua actuação?

R: Esta edição do Freedom Festival tenho a certeza que vai ser especial pois para alem das equipas de decoração que todos nos conhecemos como a Mae&Moa, Biolouminescence teremos outras equipas de decoração de renome mundial a trabalhar em conjunto com a Freedom Festival Crew que já deu muitas provas que está cá para ficar e vão tornar S. Gião num espaço nunca antes visto a aproveitar toda a beleza natural que o lugar tem para nos oferecer.
Na minha atuação espero conseguir transmitir a diferença, a evolução e um pouco de mim e de tudo o que tenho andado a ouvir desde a ultima edição onde também toquei.

13- Vamos finalizar com uma mensagem para os teus fãs/seguidores.

R: Quero agradecer a todos os que me têm acompanhado em todos os cantos do país e mostrado que estão atentos e que sabem o percurso que tenho seguido e quero que todos saibam que vim para ficar e espero mesmo conseguir continuar por cá durante muitos anos. Sem vocês não era nada mesmo, O PÚBLICO É TUDO.  width= 786OIP

OBRIGADO ADRENALINE RUSH

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