Amantes do Trance

1 – De que maneira entrou a música na tua vida?

R: Eu tinha 18 anos e já tinha ido a alguns festivais como o Glastonbury quando era criança, mas alguém me disse que havia uma espécie de experiência festivaleira que eu puderia ter em Londres num local especial com salas enormes cheias de pessoas espetaculares portanto eu fui lá. Um dos dances era Psy-Trance e foi aí que me apaixonei pela música e comecei a minha jornada na cena.

2 –Qual foi a festa em que te estreaste com DJ?

R: Quando tinha 18 toquei num pequeno club numa cidadezita em Inglaterra, foi muito excitante e fiquei instantaneamente viciado em tocar música para as pessoas.

3 – Como foi o início da tua carreira?

R: Eu comecei a fazer música em 2001. Depois de disfrutar de várias festas espetaculares em Londres e nos arredores e também nas florestas do sul Inglês. Apaixonei-me mesmo pela música e passado pouco tempo fiquei bastante interessado em como era feita por isso comecei a fazer o meu próprio som. Eu tinha um projecto colaboratico com um amigo e aprendemos juntos a produzir. Pouco depois fiquei mesmo sedento por criar som completamente meu e nasceu dessa maneira o projecto Sinerider. Não muito depois juntei-me à 24/7 records da Austria já que o proprietário é um amigo meu que costumava fazer grandes festas em Londres e não parei desde então.

4 – Onde encontras inspiração para criar novas músicas?

R: A inspiração é uma criatura estranha e pode vir de qualquer direção. Claro que me sinto inspirado por música psicadélica magnifica mas também pela vida no dia-a-dia. Quando vais para a natureza com amigos e vês uma grande vista ou sentes o sol na tua cara pode ser muito inspirador por si só. É também espetacular ver as pessoas num bom festival ou festa e sentir a energia de tanta gente a celebrar a vida em conjunto, é muito importante para mim.

5 – Qual foi o teu primeiro lançamento?

R: A minha primeira faixa lançada foi no meu projecto colaborativo chamado Compressor em 2002, numa compilação chamada “UK Trance” da Transient Records.

6 – Os artistas de psytrance têm muitas influências de outros géneros musicais. O que te inspira fora da música eletrónica? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?

R: Eu sempre apreciei todos os tipos de música eletrónica e retiro inspiração de vários sítios. A minha paixão está no Psy-trance mas não acaba por aí e muitas das minha produções são uma infusão de vários géneros diferente da cena eletrónica.

7 – Quem são as tuas influências musicais?

R: Eu sempre fui um grande fã dos artistas que primeiramente me ajudaram a apaixonar pelo Psy-Trance, isto em 2000. Eu ainda olho para trás para essas faixas e sinto que elas capturam realmente o espirito da cena Psicadélica ainda hoje em dia. Estes artistas em particular incluem: Astrix, Protoculture, Headroom, Rinkadink, Zen Mechanics, Sonic Species e vários outros mais recentes, os primeiros albuns dos artistas antes mencionados é o que ainda me motiva hoje. Contêm para mim muitas memórias sobre a cena psicadélica e o quão bonita pode ser.

8 – Qual foi a atuação que mais te marcou, uma que nunca te esquecerás?

R: Tocar no Ozora em 2014 tanto como Sinerider como por Antispin (um projecto colaborativo para o qual também escrevo) foi uma experiência espetacular. Tinha acabado de lançar o album de Sinerider e foi uma honra poder mostrá-lo em tão mágico e prestigioso evento. Antispin também foi magnifico com um dance muito repleto, com a sorte de o tempo até então ter estado muito mau.

9 – O que te mantém apaixonada pela música eletrónica?

R: A minha apixão pela música eletrónica continua a crescer ainda agora sendo que cada ano a música simplesmente evolui e trona-se maior e melhor. Eu amo ouvir coisas novas com que as pessoas surgem e isto em retorno inspira-me para continuar as minhas próprias produções.

10 – O que gostas mais em festivais?

R: Como mencionei antes a energia de tanta gente a celebrar junta é o principal para mim. A música guia-nos mas as pessoas são a energia na minha opinião e eu nunca me hei de fartar de ver tantas caras sorridentes e de sentir o amor que está por todo o lado num bom festival.

11 – Onde vão ser as tuas próximas atuações?

R: Vou visitar a Australia no próximo mês para o festival Earthcore, estou bastante excitado. Também vamos realizar um noite especial da label 24/7 em Itália que será com certeza uma boa festa.

12 – E acerca das tuas novas faixas, podes revelar algo?

R: Montei um estúdio novo durante os últimos 2 anos e tenho andado a trabalhar em montes de novas músicas. Estou atualmente a lançar o meu projecto novo Divination e a escrever um monte de coisas para ele além das muitas novas faixas de Sinerider que tenho feito. Vão haver muitos lançamentos este ano e no próximo em diferentes labels de todos os projectos. Vai ser um ano enorme em termos de lançamentos e estou muito motivado para partilhar estes sons.

13- Quais as expectativas para a atuação em Portugal?

R: Eu tento nunca tenho expectativas mas estou bastante ansioso para ver como vai ser este evento e as pessoas. Estou a planear passar muita música nova e quero ver a reação das pessoas no dance.

14– O que costumas fazer quando não estás a atuar ou a viajar?

R: Quando estou em casa estou maioritariamente no estúdio. Sou muito apaixonado pela música e trabalho o máximo que consigo para fazer o som que quero trazer para a cena. Adoro tentar fazer a minha música melhor e melhor e é o meu maior amor na vida.

Vamos finalizar a entrevista, alguma mensagem que queiras deixar aos teus fãs portugueses?

Cumprimentos para os Psyfreaks de Portugal! Estou super empulgado para voltar e rebentar tudo com vocês! Vemo-nos no dance!!!

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