Amantes do Trance

1- Como a música chegou à tua vida?

R: Eu descobri o trance psicadélico por volta do ano de 99, quando tinha 9/10 anos, é bastante popular em Israel, o meu irmão mais velho costumava produzir música e ser DJ, portanto eu simplesmente segui o que ele fez quando eu era novo e nessa altura apercebi-me o quanto eu amo música e o psytrance.

2 – Qual foi a festa em que te estreaste como Dj?

R: Quando eu tinha 14 anos, costumava fazer festas pequenas na minha pequena vila, no máximo para 50-100 pessoas mais ou menos da minha idade com um equipamento de Djing muito amador.
Era um bocado aborrecido para nós e então eu percebi que podia fazer algo bom na minha área.

3 – Como foi o início da tua carreira? E como começaste a produzir música eletrónica?

R: Desde os meus 10 anos que estou sempre a produzir música non-stop e por volta dos 14 apercebi-me que o meu sonho era atuar com a minha própria música pelo mundo, portanto trabalhava sem parar nos meus sons. Até que em 2006 apareceram todas as plataformas sociais e eu fui fazendo upload das minhas músicas online enquanto tocava em festas no meu país (Israel), foi assim que lentamente cresceu e eu fui ganhando mais exposição com o passar do tempo. A minha primeira atuação internacional foi em 2013 na Suiça e desde então tenho voado pelo mundo todo.

4 – Quem são as tuas influências na música?

R: Quando eu era mesmo muito novo costumava ouvir Infected Mushroom, Astrix, Skazi, Yahel e veio tudo daí.

5 – Como surgiu e se desenvolveu o projecto Blastoyz?

R: O nome surgiu em 2006 quando eu tinha praí 16 anos, no secundário, desde então que tenho trabalhado seriamente na música e promovendo o projecto online e em todo o lado possível nessa altura e também ia atuando em alguns eventos pequenos em Israel. DJ’s noutros continentes passavam as minhas músicas em festivais e isso ajudou-me a arranjar atuações em todo o mundo. Para além disso estava constantemente a lançar singles e EP’s ao longo desses anos que também eram tocadas e apoiadas por vários artistas tais como: Bliss, Azax, Vini Vici, Bizarre Contact, Berg, Upgrage e muitos outros amigos.

6 – Os artistas de psytrance têm muitas influências de outros géneros musicais. O que te inspira fora da música eletrónica? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?

R: Eu sou muito aberto em relação à música, eu ouço qualquer coisa e consigo encontrar inspiração desde música Indiana até ao House, gosto de ouvir de tudo.

7 – Qual foi a atuação que mais te marcou, uma que nunca te esquecerás?

R: Foi uma no norte do Brasil, Bug Festival 2015.
Eu nunca tinha visto tamanha energia num Dancefloor até aquele dia, sempre fora o meu sonho subir a um palco destas dimensões e não consegui conter as lágrimas de felicidade nos meus olhos. Fiquei mesmo excitado e motivado a continuar e dar o meu melhor sempre depois desse festival.

8 – O que te mantém apaixonado pela música eletrónica?

R: O facto de estar sentado num pequeno estúdio, sozinho a criar a minha própria música e de ir tocá-las e partilhá-las com uma enorme multidão, com os meus fãs por todo o mundo. É magnifico pensar que venho de tão longe e vejo pessoas que vêm especialmente para me ver, para sentir a minha música e tirar fotos comigo, às vezes até cartazes com o meu nome aparecem no dancefloor, estou sempre a receber elogios de como gostam da minha música e isso faz-me apaixonar verdadeiramente por isto, tudo conectado pela música.

9 – O que gostas mais em festivais?

R: Eu amo festivais outdoor, sabem sempre a liberdade. As pessoas estão felizes, a correr pela lama sem sapatos, ninguém quer saber como é que cada um aparenta ser e é um sentimento magnifico ver o céu aberto e a natureza encantadora à nossa volta.

10 – Onde vão ser as tuas próximas atuações?

R: A minha próxima tour vai ser em Novembro passando pela Suiça, Alemanha, França, Itália, Brazil e África do Sul. Em dezembro estou à espera dum mês bem louco, 3 semanas no Brasil, cerca de 10 atuações e no final, para a passagem de ano vou estar na Austrália para mais 6 atuações que me deixaram bastante excitado.

11- E acerca das tuas novas faixas, podes revelar algo?

R: Não tenho tido muito tempo para estar no estúdio ultimamente, tenho viajado todos os fins de semana mas tenho agora 2 novas faixas com as quais estou muito contente. Uma deles é o remix da malha “Life System” de 2002 do Astrix que era uma das minhas músicas favoritas quando tinha 13 anos. E a outra é uma colaboração com um bom amigo e um ótimo artista Ranji, o nome da faixa é “Zoom”. Esta música é literalmente nova, do mês passado. Eu enviei-a para o Astrix e para o Ace Ventura e eles adoraram, já a têm passado nos seus sets que é um apoio enorme da parte deles.

12 – Quais são as tuas expectativas para a tua atuação em Portugal?

R: Eu ouço sempre coisas positivas sobre a cena Portuguesa, estou à espera da experiência de um bom festival outdoor com as melhores vibes.

13– O que costumas fazer quando não estás a atuar ou a viajar?

R: Ultimamente isso não existe (hehe)
Mas às vezes arranjo tempo entre as atuações, se tiver que ficar a semana ou assim num país gosto de viajar e conhecer os locais.
Se tiver um pouco de tempo quando estou em Israel gosto de ir ter com os meus amigos, ir ao cinema e estar com a minha família. (A comida da mãe é a melhor).

14- Vamos acabar a entrevista, deixa uma mensagem para os teus fãs portugueses!

R: Estou bastante excitado por finalmente poder ir aí pela primeira vez! Recebi muitas mensagens ao longo dos anos a pedir que fosse atuar a Portugal e finamente vai acontecer graças à Samaveda.
Obrigado pelo apoio e espero que disfrutem da minha música.

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