Amantes do Trance

1- Como a música chegou à tua vida?

R: A música sempre fez parte da minha vida. Desde que me lembro que a música sempre foi importante para mim, desde pequenina sempre gostei de cantar e de dançar...
Tive aulas de canto e de viola e mais tarde veio a musica eletronica...bem mais tarde...
Em 1999 conheci o trance, apaixonei me de imediato porque era tuuuudo diferente...e em 2003 comecei a mixar.

2- Como surgiu o projecto Elle S Di?

R: O projeto Elle S Di surgiu como uma brincadeira que depois com o tempo se veio a tornar mais sério.

3- Qual foi a festa em que te estreaste como DJ ?

R: A festa em que me estreei foi numa free party organizada por amigos.

4- Como foi o início da tua carreira?

R: O inicio foi...sei lá...foi acontecendo...não foi nada planeado...começou tudo com uma brincadeira com amigas e depois, pela falta de disponibilidade delas acabei por continuar a solo com o projeto Elle S Di.
Na altura a maioria dos meus amigos tinham começado a mixar e eu, porque sou muito curiosa, acabei por ganhar também o bichinho e comecei a acertar umas batidas...

5- Quem são as tuas influências na música?

R: Presentemente as minhas maiores influencias são mexicanas e portuguesas. Mas o que me fez começar a mixar foi o Skazi, o Paranormal Attack e os restantes Chemical Crew. Essas foram as minhas maiores influencias que me levaram a seguir o caminho de dj.

6- Qual foi a actuação que mais te marcou?

R: Todas são especiais, mas as que mais me marcam (só uma é impossivel) são aquelas em que faço vs com outro dj. Quando fiz vs com a Guapa, foi muito bom, havia uma energia muito boa e eu estava podre de bebada, foi muito divertido; uma passagem de ano que fui tocar à Suiça, com a Hypnotic Poison, sem duvida marcante para mim em vários aspetos; as 2 vezes que fiz vs com o Hipnotic Attack, gostei muito, porque além da técnica, tem uma escolha musical similar à minha; quando fiz vs com o Xoknoise foi também muito motivante pois, lá está, excelente técnica e escolha.

7- O que mantém vivo o teu amor pela música electrónica? O que tu mais gostas nas festas/festivais?

R: O que mantém vivo?! O amor pela música, tudo o que ela me transmite, a alegria que sinto quando estou a mixar, o escape que me oferece da realidade...a tranquilidade e a energia que me dá. O que mais gosto nas festas é o contacto com as pessoas e criar conecções com o publico.

8- Já aconteceu alguma situação engraçada enquanto tocavas?

R: Siiiiiiim! Claro! Várias, mas a mais engraçada aconteceu na festa em que me estreei com as minhas amigas, quando comecei eramos 3...estavamos todas bue nervosas, cheias de dor de barriga e foi sem dúvida um rir, foi muito bom para desanuviar. Foi todo um filme!!! Imaginem, em cima de uma árvore, num ramo bem fininho, estava uma doida a dançar, aos saltos! Eu só pensava quando é que o ramo se parte?! Á nossa frente estava um maluco de cabelo comprido, em tronco nú, com um fio de baba que ia até ao umbigo, armado em sexy mother fucker a esfregar os mamilos!!! E no meio disto ainda começa do lado esquerdo uma bacana a dar uma carga de porrada num gajo!!! Foi mesmo qualquer coisa!!!

9- Onde serão as tuas próximas actuações ?

R: South Evolution no Barreiro, em Setembro e Lusitania Calling, em Outubro.

10- Nos últimos anos o psy trance tem vindo a crescer em Portugal o número de festivais e novos artistas aumentam a cada dia. Na tua visão, esta nossa caminhada está no ritmo certo ou existe algo que poderíamos estar a fazer mais pelo crescimento da cena?

R: Honestamente??? Acho que era possivel melhorar bastante a cena se existisse mais respeito! Mais respeito entre as organizações, mais respeito pelos artistas, mais respeito pelo publico e mais gosto por fazer bom e bem! Acho que existem demasiados pseudo djs, malta que anda aqui só a estragar o trabalho de quem de facto trabalha e faz alguma coisa e sabe mixar! Malta que ao fim ao cabo nem têm gosto pelo que fazem, que fazem só por fazer, que não têm noção de nada e que nem fazem nada, só boneco!

11- Quais são os teus hobbies quando não estás a tocar ou a viajar?

R: Ahahahahah!
Trabalhar!!! Porque infelizmente não vivo da musica, a musica é um hobbie...e quando não estou a trabalhar ou a tocar, tenho 2 amores para me ocupar, a musica e os animais.
Ser dj também inclui trabalho de casa, escutar, mixar e mixar e mixar, sempre há procura daquela mix perfeita!
E ainda tento ter tempo para tentar a produção...mas quanto a este hobbie, ainda tenho que perder um pouco mais de tempo e dedicação! Há de sair, mas ainda tenho que me dedicar muito.

12- Por questões que envolvem contextos sociais o número de mulheres que são DJs é muito inferior ao dos homens. Na nossa cena do psy trance na qual pregamos o P.LU.R. Tu já te sentiste intimidada por ser mulher? Como é tocar em festivais dominados por homens?

R: Nada disso! Antes pelo contrário! Como somos poucas acabamos por ter mais destaque que as centenas de homens djs. Por um lado é bom, claro! Por outro acho injusto, porque há por aí muito gajo dj com boa técnica e bom som, que se calhar se fossem gajas, já tinham tido a sua oportunidade...e não têm porque como há tantos djs "perdem-se na multidão", digamos assim... Gajas djs como há poucas acabam por conseguir destacar se um pouco mais...

Vamos finalizar com uma mensagem para os teus fãs/seguidores.

R: Obrigada a todos os que seguem o meu trabalho e me apoiam, pois sem vocês nada disto vale a pena!
Espero conseguir continuar a fazer-vos bater o pé durante muito tempo!
Obrigada  width=

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