Amantes do Trance

1 – De que maneira entrou a música na tua vida?

R: Bem, sempre estive ligado à música de alguma maneira, primeiro como ouvinte, sempre à procura de nova música para descobrir. Mas eu comecei a fazer/aprender música por volta dos 12 quando comprei a minha primeira guitarra, graças ao meu primo. Depois as coisas aconteceram bastante rápido, muito engraçado como tu podes “mudar” de música como AC/DC, Metallica, Extreme, Slayer ou Sepultura para Dance Music ou Techno ^^

2 –Qual foi a festa em que te estreaste com DJ?

R: Eu comecei a passar som regularmente aos 13 anos para festas de adolescentes e um pouco mais tarde casamentos e essas coisas ah ah. Mas se falarmos sobre uma atuação profissional a sério então a minha primeira foi em 2002 no Gibus Club em Paris. Fui Dj residente durante alguns anos lá.

3 – Como foi o início da tua carreira?

R: Bem, como qualquer músico acho eu, foi dificil ah ah.Comecei de baixo como parte de uma equipa em Paris, a fazer decors, flyers, limpar, conduzir e mais. Tocar por nada e fazer tudo pelo amor à música e ao trabalho em si. No meu primeiro album como XSI com o meu parceiro, nós escrevemos « Thanks to Pasta and Butter » nos créditos como piada. Portanto não de uma maneira fácil mas não me queixo porque foi uma grande aventura de vida.

4 – Como começaste a produzir música eletrónica?

R: Comecei muito cedo também, quando comecei a passar som aos 13 já usava softwares como o Acid Pro e o Wavelab para fazer os meus próprios bootlegs para tocar. Mas empenhei-me nisso a sério com o meu amigo e colega Jean-Marc (aka Bionix) a aprender no Pro Tools e no Logic Pro. Passar som não era suficiente e eu queria ter a sensação de passar a minha própria música. Criar algo mais!

5 – Onde encontras inspiração para criar novas músicas?

R: Acredito que a inspiração não é algo que encontres, ela encontra-te a ti! Mas para mim, vem do mesmo sítio depois de 15 anos de produzir música. Ouvir muitos estilos musicais diferentes, ser aberto é a maneira certa eu penso. Mas mais precisamente há sempre algo para começar, a sample de uma vocals, uma melodia que ouvi em algum lado sem saber exatamente onde. Esta pequena coisa que fica presa na tua cabeçasem razão e que precisa sair de alguma maneira!

6 – Como surgiu o projecto STRYKER?

R: Depois de 13 anos de XSI, senti que era tempo de lançar o meu projecto a solo. Quando tu produzes música como um grupo a tua personalidade e gosto evolui durante o tempo. Ao inicio, eu pensei que ia ser complicado começar algo do zero. Tanto pela notoriedade tanto pela música. Mas produzir música como STRYKER tournou-se rapidamente natural e eu vi a sua continuidade. Tal como ter um segundo filho ^^

7 – Quando foi lançada a tua primeira faixa?

R: Como STRYKER, foi um versus brutal com um dos meus parceiros no crime de hoje em dia Olli Wisdom aka SPACE TRIBE. A faixa chama-se « Space Cadet » e foi lançada na UNITED BEATS RECORDS.

10 – Qual foi a atuação que mais te marcou, uma que nunca te esquecerás?

R: Wow tantas atuações que não me consigo lembrar muito claramente, mas uma que me modou……, tenho que dizer o after do primeiro Freedom em 2005. Eu acho que esta atuação fez de mim uma pessoa diferente, sabendo e compreendendo que a música seria a minha vida. Foi uma decisão dividida, a felicidade de partilhar algo com pessoas, aproveitar esse momento e tornar-me “profissional”. Bastante dificil quando és um rapaz de 20 anos que só se quer divertir.

11 – O que te mantém apaixonado pela música eletrónica?

R: Música eletrónica no geral tem esta particularidade que eu sei que nunca me hei de aborrecer. Possibilidade infinitas em relação ao som em si. Quero dizer, falando em termos musicais quanse tudo já foi feito. Mas o facto de dar uma vida diferente à música através de diferentes efeitos, sintetizadores ou mesmo da produção faz-me amar isto mais e mais a cada dia que passa.

12 – O que gostas mais em festivais?

R: Os festivais representam o que eu mais amo na música e especialmente no PsyTrance. Uma reunião de pessoas de todos os tipos, toda a gente se torna um para celebrar a vida através da música e da felicidade, em conjunto com a consciência do que nos rodeia.

13 – Onde vão ser as tuas próximas atuações?

R: Neste momento enquanto responde estou feliz por poder dizer que vou atuar na passagem de ano em Portugal na MAGIC NEW YEAR 4º Aniversário da Magic Dreams  width=

14 – E acerca das tuas novas faixas, podes revelar algo?

R: Um monte de novos sons estiveram a ser preparados durante este ano para preencher o meu desejo de ser capaz de tocar entre vários estilos, criando uma história única. Enquanto muitos artistas normalmente dizem que estão a definir o seu estilo, eu vou pelo outro lado como nos velhos tempos quando eu estava a ouvir música, era tudo muito mais misturado e eras levado numa jornada “evolutiva”. O que eu posso dizer de certeza é que a maioria foi testada e aprovada em todo o mundo!

15 - Quais as expectativas para a atuação em Portugal?

R: Portugal para mim é como a minha segunda casa, há 13 anos que toco aí, eu sei como o público é: cheios de energia e entrega ao momento presente. Portanto nada do meu lado, eu é que tenho que estar ao nível das expectativas do público!

16– O que costumas fazer quando não estás a atuar ou a viajar?

R: Bem, tenho a dizer que não tenho muito tempo entre viajar, tocar, produzir música e o meu estúdio de masterização…. Posso dizer, com exceção ao tempo que passo com a minha mulher e os meus amigos é o que dá a maior alegria à minha vida, sou um geek do estúdio! Produzir música, procurar sempre por algo novo e também masterizar. Entre tudo isso, ainda tenho que encontrar tempo para gerir a UNITED BEATS Records com o Max (aka MAD MAXX) e a minha mulher!

Até já

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