Amantes do Trance

1 – De que maneira entrou a música na tua vida?

R: O meu irmão costumava ensaiar com uma banda de rock em casa no início dos anos 60. Quando era um miúdo de 7 ou 8 anos, por volta de 66 creio eu, o Mini K7 da Philips tinha acabado de sair e o meu pai trouxe para casa um do seu trabalho. Eu comecei a gravar todo o tipo de barulhos e pouco depois abria as cassetes e editava-as.

2 –Qual foi a festa em que te estreaste com DJ?

R: Antes de ser Dj eu era músico e comecei a subir ao palco com 13, tocava guitarra e cantava. A jornada eletrónica começou por volta de 1993 com Juno Reactor e Total Eclipse na altura.

3 – Como foi o início da tua carreira?

R: A minha carreira como músico foi a tocar baixo em várias bandas, atuações ao vivo e trabalho de estúdio. Tudo mudou quando o Ben e eu formamos uma banda chamada Electrotete, que é o antepassado de Juno Reactor.

4 – Como começaste a produzir música eletrónica?

R: Produzir foi com Electrotete, Juno Reactor e Total Eclipse mas também tocava com um grupo muito virado para os sintetizadores chamado OGI, no fim dos anos 70. Conseguem encontrar vestígios disto no youtube.

5 – Onde encontras inspiração para criar novas músicas?

R: Bem, às vezes um história traz-me inspiração, às vezes uma melodia ou um ritmo pode ser o “gatilho”.

6 – Como surgiu o projecto Total Eclipse?

R: Total Eclipse começou a expandir-se ao enviar faixas a amigos Dj’s que tocavam nas festa de Goa mesmo no início da sua era eletrónica, por volta de 92. Depois gravamos um single para a Dragonfly que na altura era a Youth Label. Era bastante mais fácil na altura porque este tipo de música era desconhecido e tocado apenas por alguns artistas.

7 – Quando foi lançada a tua primeira faixa?

R: Chama-se Total Eclipse e foi gravada nos estúdios da Dragonfly em Londres.

8– Quais são as tuas influências musicais?

R: Todo o tipo de música, desde o rock clássico ao jazz. Hendrix, Stravinsky, John Coltran… ….

9 – Qual foi a atuação que mais te marcou, uma que nunca te esquecerás?

R: Acho que todas as festas em que se pode admirar um eclipse total do sol. É o melhor show de sempre, toca-me bastante tal como a toda a gente.

10- E acerca das tuas novas faixas, podes revelar algo?

R: As novas faixas são um seguimento dos sentido originais de Total Eclipse. A união do som desde o início com uma evolução na produção. Espero partilhar algumas delas na festa em Portugal, pena que só queiram um Retro Set, de qualquer das maneiras 1 hora torna difícil tocá-las a todas lol

11 - Quais as expectativas para a atuação em Portugal?

R: Simplesmente dar prazer ao pessoal, dar-lhes um bom momento e fazê-los dançar freneticamente.

Vamos terminar a entrevista, deixa uma mensagem para os teus fãs portugueses!

R: A minha mensagem é que ao abrir os ouvidos e a abrir a sua alma podem voar muito alto.
Esqueçam o “Pesadelo da luz branca”,a droga está na música. Amor e Luz. Stef

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