Amantes do Trance

1 – Como chegou a música a música à tua vida?
Fácil! Quando estava no ventre da minha mãe grávida enquanto ela passava o dia todo a ouvir Pink Floyd! Depois, em criança eu tocava piano… Não era um grande fã disso mas aprendi os básicos da música, acordes, escalas… Depois voltei-me para o “Punk/Heavy Metal” para finalmente descobrir a música eletrónica quando tinha 18 anos.. Depois tornei-me num “dj”.

2- Qual foi a primeira festa em que estreaste como DJ?
Uma free party em Paris, em 1992… Muitooooooo tempo atrás quando maior parte de vocês ainda não podiam beber coca-cola… para aqueles que já eram nascidos … ahahah …

3 – Como foi o inicio da tua carreira?
Eu era um freak das festas… portanto conheci os “atores” da vida Parisiense noturna muito rapidamente… daquela criança maluca tornei-me num Dj muito jovem que era bastante sucedido, porque em 1993, com 19 anos, já era Dj residente do Rex Club em Paris… O “templo” da música eletrónica daquela altura, com o Laurent Garnier todas as Sextas… Em 1993 eu estava todas as terças-feiras e em 1994 todas as quintas-feiras… e foi desta maneira que conheci maior parte dos djs que hoje em dia são meus “colegas”, se não meus amigos…

4 –Como começaste a produzir música eletrónica?
Em 1995, como estava a ter muito sucesso como dj em paris, e sabia tocar piano, fui apresentado por uns amigos a 2 produtores de house, que estavam interessados em explorer novos estilos, e o goa nessa altura estava a começar a rebentar… nós tinhamos um bom presentimento e eles ensinaram-me a usar o programa e fa<er música com um computador… nós fizemos 5 faixas juntos, (no meu 1º album) e depois eu continuei sozinho porque eles foram bem sucedidos com o seu projeto de house (chamado “Sa Trincha”).

5 – De onde tiras inspiração para criar novas músicas?
Do meu passado. Eu não ouço os novos produtores para ter ideias para a música… Obviamente que eu ouço outros produtores porque quero estar consciente do que se está a passar no meu “estilo” musical.. especialmente com a produção de som.. mas a “música”porque me sinto mais inspirado é de Jean Michel Jarre, Mike Oldfield ou Pink Floyd em vez de “psytrance”… Também sou influenciado, é claro, por música clássica e heavy metal.. já que são o meu passado….

6 – Como surgiu o projecto Talamasca?
A partir da minha primeira faixa lançada, em 1996.. “Tribal Journey” na Israelita Krembo Records. Depois desta faixa, toquei por todo o planeta… para ser honesto foi um grande choque… eu ainda era muito novo..

7 – Qual foi o teu primeiro lançamento?
Como disse em cima, 1996

8 –Os artistas de PSY trance têm algumas influências de outros géneros musicais. O que te inspira fora da música eletrónica? Que outras formas de arte fazem parte do teu processo creativo?
Respondi acima sobre a inspiração fora da música eletrónica… Por isso vou responder aogra ao que eu “gosto” de ouvir… porque eu tenho um problema… eu faço música… por isso quando eu ouço, eu não estou realmente a “ouvir”.. estou a “analisar”… que synth, que reverberation, que efeitos estão a usar? Detrói um bocado a pida.. tal como um produtor de filmes que vai ao cinema… eu creio que ele irá verificar ondes está a camâra em vez do que está a acontecer no ecrã…. E para além disso, eu não acho que os Metallica estjam a ouvir heavy metal todos o dia… eu “como” psytrance há mais de 2 décadas, e isto, no minímo todos os fins de semana… por isso não é o tipo de música que eu ouça para me divertir… prefiro Shpongle ou OTT, ou Pink Floyd… (que surpresa  ) ..Agora, em relação a outras formas de arte… Para ser honesto não sou muito por arte visual… pinturas e esculturas nunca chamaram a minha intenção… mas eu faço magia, mentalismo e hipnose há mais de 10 anos e consider-o uma arte… mas não tão relacionado com a minha música… exceto claro na escolha das vocais que uso …

9- Qual foi a actuação que mais te marcou?
Houve algumas. Vamos dizer que a minha primeira GRANDEE festa no Brasil foi um choque… tanta gente…!!!! Mas também quando toquei num pequeno bar em Nepal.. Pensar que me trouxeram de França para tocar ali para 200 pessoas… para mim, também é uma conquista! Talvez ainda mais… ou a primeira vez que toquei em Goa… foi do género “é isto, eu consegui!” … na verdade, qualquer primeira vez em qualquer sítio, e qualquer boa festa está gravada na minha memória!

10 –O que é que te mantém apaixonado pela música eletrónica?
Bem… talvez o facto de ser a música que eu acho mais completa em todo o mundo? Eu acho que se o Mozart fosse vivo agora, ele usaria um computador para fazer música… eu sou um músico, mas só sei tocar piano… mas com um computador, eu consegui tocar todos os intrumentos, no meu teclado.. eu até posso ter 12 dedos se eu quiser … portanto porque é que não haveria de amar a maneira mais precisa de fazer música?

11 –O que gostas mais nos festivais?
Oh… bem… eu não gosto assim tanto de passar dias e dias em festivais… talvez esteja a ficar um pouco velho… mas… às vezes preciso de descansar apropriadamente. Eu prefiro uma festa de 24h com poder do início ao fim do que um festa de 7 dias com metade das pessoas a dançar, outra metade a dormir… e o modo zombie no último dia.. ahahaah … MAS claro que tenho memórias magnifícas de festivais… há muito tempo atrás no Boom Festival (Quando é que foi ? 2002 ??? 2007???) ou no Samothraki na Grécia… no Ozora como é óbvio… e mais recentemente no Freedom Festival… é dificíl dizer qual foi o que gostei mais… mas consigo-vos dizer o que não gosto: toda música “demasiado rápida” que há durante as noites… quer dizer… bem… não o consigo entender… não consigo entender o conceite de ir a uma “festa” ouvir ”dark”… mas de novo… talvez eu seja estúpido

12 – Onde vão ser as tua próximas atuações?
Próximas???? Quando??? Ahahah… Agora que o meu fim de semana Macedóniano (Urban Dance)/ Belga (Tomorrowland) acabou, vou amanhã para Montpellier no sul de França, depois sábado para a Sérvia e Domingo para Montenegro durante 3 dias… isto antes de ir para o brasil… etc etc…

13- Em relação a novos lançamentos, podes contar-nos alguns pormenores?
Bem… o meu próximo album vai ser só “megamixes” dos antigos hits de goa… portanto para resumir vamos dizer que são faixas olschool com novos sons e nova produção

14 – Quais são as tuas expectativas em relação à atuação no Insomnia Festival?
Bem…….. para aqueles que me seguem no facebook, sabem de certeza que eu TENHO QUE TOCAR com a tshirt portuguesa depois da frança ter perdido a final… Perdi umas aposta e tenciono ser um homem de palavra… por isso estou à espera da tshirt a dizer “Cedric” para tocar aí.. mas ainda não consegui encontrar… portanto por agora as minhas expetativas são encontrá-la ! ahahha …. Não estou preocupado com a festa.. a minha última vez no hardclub, no porto, foi uma explosão… não há freedom este ano… por isso…. O insomnia é definitivamente o festival onde eu tenho que partir tudo este ano em Portugal !!! e assim farei !

15– O que costumas fazer quando não estás a atuar ou a viajar?
Responder a entrevistas ! E claro, tomar conta da minha família já que tenho uma mulher e dois filhos… por isso… acreditem em mim, quando estou em casa, entre o meu estúdio e aminha família… fico sem tempo para fazer muito mais para além disso !

16- Vamos finalizar esta entrevista, alguma mensagem que queiras deixar ao publico português?
Muito obrigadoooooo !!!! KEEP DANCING !

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