Amantes do Trance

Entrevista #111 – Com Anna Criztinna BellyDance

1 – Antes de mais, diz-nos quem és e há quantos anos és Dançarina?

Sou Ana Cristina, sou bailarina desde os meus 10/11anos. Posso afirmar que na verdade sempre tive o bichinho da dança em mim desde pequenina até!

 

2 – E quando foi a tua estreia?

Aos 13anos fiz o meu 1º solo, mas já antes tinha começado a fazer espetáculos com o grupo de dança com que estava na altura.

 

3 – Quando o mundo do psytrance aparece nas nossas vidas, generalizando, arrebata-nos e vai crescendo em nós. Recordas-te de como esta música/mundo chegou à tua vida? E quantos anos tinhas?

O mundo do Psytrance chegou à minha vida há pouco mais de 7anos (tinha 20anos) talvez e confesso que não me senti logo em casa, por assim dizer, derivado a ainda não ter descoberto o/os meu/meus estilo/estilos preferidos que o psytrance abrange, entre outras coisas.

Hoje em dia sinto-me mais em casa que nunca, a música enche-nos o coração e para mim música é vida, principalmente quando estamos a vibrar (literalmente com o power daquelas colunas a percorrer-nos dos pés à cabeça!) ao som dos nossos dj’s de eleição.

Sou muito feliz naquele meio e ainda ainda quando estamos com os nossos, claro, o spot é de deslumbrar e o ambiente está positivamente contagiante.

É maravilhoso!

4 – No que toca à dança, dedicas-te todos os dias a treinar? Quanto tempo, geralmente, demora a criar uma coreografia?

No que toca aos treinos/ensaios, não me dedico todos os dias (infelizmente), mas sempre que posso treino, danço músicas novas, divirto-me a fazê-lo e experimento novos estilos que possa incorporar na base daquilo que já sei fazer. Coisa que por acaso tenho feito bastante ultimamente e estou muito feliz com os resultados.

Eu nunca fiz nem faço coreografias, sempre que danço quer em palco, ou em casa improviso, sinto-me mais livre para inovar e adaptar tanto a música como a dança à roupa que escolhi e ao local onde acuto, torna-se mais fácil caso haja algum imprevisto com o palco por exemplo, vento como já me aconteceu também, entre outros percalços que possam surgir.

 

5 – Os artistas de psytrance possuem influências de outros géneros musicais. O que te inspira fora do universo eletrónico?

Que outras formas de arte fazem parte do teu processo criativo?: A minha base é a Dança do Ventre (Bellydance), mas o que faço atualmente é Tribal Fusion Bellydance com um pouco de dança Contemporânea. Ainda tenho um longo percurso pela frente, pois requer muito treino e na verdade são duas coisas novas que estou a aprender e tentar juntar (três numa só).

Como música, danço as típicas músicas árabes, mas também Fusion, Tribal, beats exóticos, Chillout, Trap (mas não o comercial), entre outros.

 

6 – Quando pões os headphones ou estás no carro, qual é o artista/set/música que ouves mais?

Sendo honesta, o meu gosto musical é muito vasto e não há nenhum em concreto que eu ouça mais, depende sempre do meu mood, onde estou e com quem.

 

7 – De contactos como artistas, produtoras, organizadores e outros, existem sempre alguns que tornam mais importantes, amigos ou mentores, gostarias de referir alguns?

Sim, posso afirmar que tive como professor de dança a melhor pessoa que poderia ter tido para me ensinar. O seu rigor, disciplina, me ter levado para o mundo dos espetáculos quer a nível nacional como internacional. Digamos que foi uma rampa de lançamento para mim sendo ainda tão nova, experienciei também bastante e comecei então a ganhar à vontade em palco e a organizar mais tarde os meus próprios espetáculos e a formar a minha agenda de contactos.

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8 – Quando estás em palco, quais são as emoções e pensamentos que mais tens presentes?

Quando estou em palco o meu corpo está presente mas a minha alma está muito distante! No bom sentido claro.

O problema existe antes de entrar, aquela sensação no estômago horrível de nervosismo!

Mas faz parte e depois passa logo mal começo a dançar e o final…o final é super gratificante!

 

9 – Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para dançar, onde seria?

Imagino-me em vários sítios, alguns deles nem existem! Mas por exemplo Turquia e Uzbequistão.

 

10 – Tens algum próximo passo pensado para o teu projeto? O que se segue?

Como voltei a dançar recentemente estou a ir com calma, pois como já referi em cima, estou a explorar dois novos estilos de dança e para atingir o nível que pretendo ainda tenho muitas e muitas horas de treino pela frente, não só para aperfeiçoar a técnica como também me sentir à vontade.

 

11 – Começaste a dançar cedo, e desde então nunca mais paraste?

Sim, comecei a dançar aos 10anos e comecei a fazer os meus primeiros espetáculos com 13/14anos, desde então houve cerca de 2 ou 3 intervalos de tempo na minha vida em que “encostei os fatos”, mas nunca com o intuito de parar de vez.

 

12 – Qual o motivo principal que te levou a dançar?

O motivo principal que me leva a dançar, além de amar claro, é o facto de ser uma apaixonada pelas artes no geral e a Arte faz parte da história da Humanidade desde sempre, atravessa gerações, evolui, partilhamo-la em todos os cantos do mundo e o único limite é a imaginação.

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13 – Possuis alguma rotina/ritual mesmo antes de uma atuação?

Por norma cerca de 2horas antes de cada espetáculo não ingiro sólidos, e líquidos só água mesmo. Já me aconteceu comer algo que me fez mal e dar grandes dores de barriga ou estar demasiado cheia para a atuação que ia fazer, desde então evito sempre.

 

14 – Tens algum conselho para os artistas em ascensão?

Sim, se tens o dom investe nele, aperfeiçoa-o, luta até chegares onde sonhaste, aceita todas as críticas construtivas porque com elas crescerás bastante, pois irás melhorar em certos aspetos que ainda não tinhas detetado até então.

Sempre, ou quase sempre, te irás aperceber de quem realmente quer o teu sucesso e te apoia, os restantes… nada te acrescentam de bom mas irão sempre existir á tua volta, ignora, ignora e apoia-te nas tuas capacidades e em quem te quer bem 😉

 

15 – Gostarias de colaborar com algum artista em especial? Porquê?:

Sim, já colaborei com vários artistas, quer cantores (concertos e videoclips), instrumentistas ou dj’s.

Cada um desses “trabalhos” (que na verdade considero lazer e aprendizagem) fizeram-me crescer, ter uma nova noção do mundo artístico e as suas vertentes consoante o artista com que trabalhei, desde a Kizomba, Kuduro, à música Pimba por exemplo, em alguns destes casos tive que adaptar o meu estilo de dança às suas músicas ou até mesmo dançar algo fora da minha zona de conforto.

Voltaria a fazer tudo de novo 🙂

 

16 – Para terminar-mos, deixa uma mensagem a todos os teus fans.

Quero agradecer em especial às pessoas que me viram pisar as primeiras vezes o palco, aquela força que sempre tive por parte das mesmas e o carinho, foi um grande incentivo para eu abraçar este grande amor que é a dança.

Familiares e amigos que sempre estiveram presentes, obrigada.

Não menos importante, ao longo destes anos todos tenho conhecido pessoas muito especiais e que entraram na minha vida para ficar, desejo-vos toda a felicidade e sorte do mundo, merecem pelos seres maravilhosos que são.

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