Amantes do Trance

Entrevista com DJ Xinddy

  • Olá, desde já obrigado por teres aceite, o nosso convite para participares neste evento onde queremos enaltecer todas as mulheres do nosso mundo. É um prazer para nós.

Gostaríamos que fizesses uma pequena apresentação sobre ti. (nome, idade, nacionalidade, cidade onde vives)

Olá! Agradeço igualmente o convite e gostaria de dizer que, para mim,  é uma honra fazer parte dessa conexão tão especial. Meu nome é Cinthia Pereira de Souza, tenho 32 anos e sou produtora musical faz 2 anos.
Sou brasileira, natural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul e sou descendente de alemães e portugueses com ascendência indígena.

 

  • Antes de mais, há quantos anos és Dj? E sempre no género de psytrance?

Sou DJ há 5 anos. Em 2015 eu lancei um projeto de Psytrance (DJ Set), porém em 1 ano de atuação eu tive que me afastar dos palcos, pois eu precisava trabalhar no meu projeto de conclusão do curso superior de Design de Moda (Fashion Design),  e vi isso como prioridade na minha vida naquele momento. Então, em 2018, eu finalmente consegui investir no meu home studio e no curso de produção musical. Hoje eu produzo numa linha bem pop/comercial da vertente Progressive Trance.

 

1-Olá, desde já obrigado por teres aceite, o nosso convite para participares neste evento onde queremos enaltecer todas as mulheres do nosso mundo. É um prazer para nós.

Gostaríamos que fizesses uma pequena apresentação sobre ti. (nome, idade, nacionalidade, cidade onde vives)

Olá! Agradeço igualmente o convite e gostaria de dizer que, para mim,  é uma honra fazer parte dessa conexão tão especial. Meu nome é Cinthia Pereira de Souza, tenho 32 anos e sou produtora musical faz 2 anos.
Sou brasileira, natural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul e sou descendente de alemães e portugueses com ascendência indígena.

 

2- Antes de mais, há quantos anos és Dj? E sempre no género de psytrance?

Sou DJ há 5 anos. Em 2015 eu lancei um projeto de Psytrance (DJ Set), porém em 1 ano de atuação eu tive que me afastar dos palcos, pois eu precisava trabalhar no meu projeto de conclusão do curso superior de Design de Moda (Fashion Design),  e vi isso como prioridade na minha vida naquele momento. Então, em 2018, eu finalmente consegui investir no meu home studio e no curso de produção musical. Hoje eu produzo numa linha bem pop/comercial da vertente Progressive Trance.

 

3- Quando o mundo do psytrance aparece nas nossas vidas, generalizando, arrebata-nos e vai crescendo em nós. Recordas-te de como esta música/mundo chegou à tua vida? E que idade tinhas?

De fato, concordo muito sobre esse poder que o psytrance tem de nos envolver de forma tão intensa ao ponto de mudar nossa forma de agir, pensar, criando até mesmo um novo lifestyle. Foi o que aconteceu comigo. Eu já gostava muito de dance music desde os anos 90. E, em 2005, eu ouvi Infected Mushroom pela primeira vez e achei incrível! Nesse mesmo ano, eles vieram para a cidade onde eu moro e eu fui à festa só pra ver eles tocarem. Na época eu tinha 17 anos, eu fui como se fosse assistir a um show – minha mãe me levou porque eu era menor de idade – eu não conhecia nenhum outro artista do line up. E foi ali que eu percebi que aquela festa tinha uma magia diferente: a decoração com muita cor e luz negra, tinham cogumelos gigantes infláveis, as pessoas se abraçavam e dançavam em sintonia, enfim, foi uma experiência multi sensorial única para uma menina de 17 anos observando tudo com muita curiosidade.
Após isso, eu passei 2 anos pesquisando tudo o que tu podes imaginar sobre a cultura da música eletrônica, artistas, festivais, moda, relatos das trips, etc. Então, em 2007, foi quando eu realmente tive minha primeira experiência psicodélica numa festa rave.
Quando eu cheguei na festa, com toda essa bagagem teórica, eu literalmente transpus o meu racional para o emocional e SENTI!
A minha percepção sobre TUDO mudou. E quando falo tudo, eu me refiro à própria percepção sobre a vida.
Desde então eu passei a me conectar mais espiritualmente: passei a meditar, a me questionar mais sobre as coisas que eu vejo e sinto, sobre ancestralidade e rituais tribais… até mesmo no curso de Design de Moda eu cheguei a desenvolver alguns projetos com pesquisas científicas sobre a cultura rave discorrendo sobre technoxamanismo, entre outras teorias sociológicas.
Ao ponto que hoje eu entendo que a música eletrônica é a veia de maior sentido para que eu possa me expressar como ser humano e artista. Portanto, realmente, o Psytrance tem uma grandiosa e positiva influência sobre quem eu sou!

 

4- Recordas-te em que festa te estreaste como Dj? Dirias que essa foi a atuação que mais te marcou?

Recordo-me sim. Estreei como DJ, em 2015,  na Daydream, uma private day party que rolava mensalmente aqui no meu estado.
Eu estava bem nervosa, mas o set correu perfeitamente! Apesar de ter sido um momento muito especial, tive outra atuação que me marcou mais, que foi quando toquei no Moving Festival (Brasil) para 5 mil pessoas, em 2019.
Sentir a conexão com tantas pessoas ao mesmo tempo, com certeza foi o momento que mais me marcou até agora!

5 – De contactos como artistas, produtoras, organizadores e outros, existem sempre alguns que tornam importante amigos ou mentores, gostarias de referir alguns?

Com certeza, sou imensamente grata a todas as pessoas que cruzam meu caminho e somam de alguma forma.
No momento atual, o maior prestígio que recebo é o apoio da Minds Agency, do meu manager Felipe Constantino e equipe, os quais me dão todo suporte no gerenciamento da minha carreira artística.
Agradeço a equipe da Moving Company (Moving Festival) pelo apoio que me deram ao meu retorno aos palcos em 2019, em especial ao Gerson Marinho (CEO da marca Moving e DJ), que esteve comigo e me apoiou em momentos da minha vida em que eu mais precisei. Também não posso deixar de mencionar, Sabrina Flow, amiga, DJ e produtora de eventos (Universo Sonoro – Daydream, EcoSounds, Novo Mundo Festival ) que me incentivou a iniciar minha carreira como DJ lá em 2015 e que foi uma grande voz da experiência sobre eventos e cultura eletrônica.
F. Santti, a pessoa que acreditou e investiu em mim como produtora musical logo que eu montei o home studio e comecei a estudar. E o DJ e produtor musical K.A.U (prodígio de 16 anos) , que é praticamente um filho pra mim e está sempre ao meu lado desenvolvendo e co-criando comigo.
Tem muita gente especial que já passou pela minha vida, e eu gostaria muito de mencionar todos aqui, mas a lista vai ser grande (hahaha).
No mais, meu grupo de fé Xinddy Gang, que me acompanha e me dá um enorme suporte na pista e nas redes sociais.
E por último mas não menos importante, meus melhores amigos que estão há mais de 10 anos comigo: Patrick Canofe, Raissa Damasceno, Danyelle Silveira, Camila Mauss, Felipe Fraga (moviemaker) e Guillherme Heck (primo e moviemaker) que são, de fato, quem me dão o maior apoio emocional e me fortalecem a continuar minha trajetória.

 

6- Quando estás em palco, quais são as emoções e pensamentos que mais tens presentes?

Se eu fosse pensar em uma única palavra para definir o que eu sinto, seria CERTEZA. Isso porque eu penso que nós, como seres humanos, estamos sempre em busca de coisas que nos façam sentido/sentir.
Estamos sempre buscando razão naquilo que pensamos, fazemos e construímos. E se tem uma coisa que eu sinto 100% de satisfação, amor, coragem, motivação, enfim, toda gama de sentimentos que me completam, me traduzem que o que estou fazendo é o certo, e assim, testemunham minha missão, minha certeza de que a música eletrônica é a minha vida.

 

7- Gostarias de colaborar com algum artista em especial?
Sim. Fabio Fusco (Alemanha) é meu maior sonho de collab musical.

 

8- Quais são os seus três álbuns favoritos de todos os tempos?
Dr.Dre – 2001 (USA – 1999)
Nadando com os Tubarões – Charlie Brown Jr. (Brazil – 2000)
The Eminem Show – Eminem (USA – 2002)

 

9- Tens algum próximo passo pensado para o teu projeto? O que se segue?

Neste ano de 2021 eu prospecto pelo menos 1 lançamento por mês.
Já tenho algumas músicas prontas para lançar, que desenvolvi  no decorrer de 2020. Porém já estou trabalhando em original mix e colaborações com cantores e outros artistas, tanto de psytrance como de outros gêneros.
Como eu trago bastante do Rap e o G-funk na minha essência musical, quero tornar cada vez mais nítida essa fusão de Progressive Trance e Rap na minha identidade sonora, a qual eu intitulei como subvertente, Gangsta Prog.

 

 

 

10- Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para tocar, onde seria?
Tenho o sonho de tocar no Burning Man, festival que acontece no deserto de Black Rock em Nevada – USA.
Mas imaginando uma utopia mais avançada, eu gostaria muito de tocar nas pirâmides do Egito, ou nas de Teotihuacán, no México. Ou em qualquer outro sítio arqueológico de alguma civilização antiga!

 

11- Obrigado por te juntares a nós nesta entrevista, queres deixar algumas palavras à comunidade psytrance portuguesa antes de terminarmos?

Gostaria de agradecer pela possibilidade tão especial de estarmos em conexão e dizer que estou ansiosa e esperançosa para o final deste ciclo pandêmico chegar e podermos vivenciar momentos incríveis novamente!
Meu recado para a comunidade psytrance portuguesa é agradecer aos meus ouvintes que acompanham meu trabalho e dizer que eu estou preparando muita coisa legal para este ano, espero poder em breve visitar este país tão encantador que é Portugal, o qual carrego algumas raízes, e que já tenho um carinho imenso desde já!
Um grande abraço! E que a Música siga nos conectando e sendo a válvula das nossas vidas!

Quando o mundo do psytrance aparece nas nossas vidas, generalizando, arrebata-nos e vai crescendo em nós. Recordas-te de como esta música/mundo chegou à tua vida? E que idade tinhas?

De fato, concordo muito sobre esse poder que o psytrance tem de nos envolver de forma tão intensa ao ponto de mudar nossa forma de agir, pensar, criando até mesmo um novo lifestyle. Foi o que aconteceu comigo. Eu já gostava muito de dance music desde os anos 90. E, em 2005, eu ouvi Infected Mushroom pela primeira vez e achei incrível! Nesse mesmo ano, eles vieram para a cidade onde eu moro e eu fui à festa só pra ver eles tocarem. Na época eu tinha 17 anos, eu fui como se fosse assistir a um show – minha mãe me levou porque eu era menor de idade – eu não conhecia nenhum outro artista do line up. E foi ali que eu percebi que aquela festa tinha uma magia diferente: a decoração com muita cor e luz negra, tinham cogumelos gigantes infláveis, as pessoas se abraçavam e dançavam em sintonia, enfim, foi uma experiência multi sensorial única para uma menina de 17 anos observando tudo com muita curiosidade.
Após isso, eu passei 2 anos pesquisando tudo o que tu podes imaginar sobre a cultura da música eletrônica, artistas, festivais, moda, relatos das trips, etc. Então, em 2007, foi quando eu realmente tive minha primeira experiência psicodélica numa festa rave.
Quando eu cheguei na festa, com toda essa bagagem teórica, eu literalmente transpus o meu racional para o emocional e SENTI!
A minha percepção sobre TUDO mudou. E quando falo tudo, eu me refiro à própria percepção sobre a vida.
Desde então eu passei a me conectar mais espiritualmente: passei a meditar, a me questionar mais sobre as coisas que eu vejo e sinto, sobre ancestralidade e rituais tribais… até mesmo no curso de Design de Moda eu cheguei a desenvolver alguns projetos com pesquisas científicas sobre a cultura rave discorrendo sobre technoxamanismo, entre outras teorias sociológicas.
Ao ponto que hoje eu entendo que a música eletrônica é a veia de maior sentido para que eu possa me expressar como ser humano e artista. Portanto, realmente, o Psytrance tem uma grandiosa e positiva influência sobre quem eu sou!

 

4- Recordas-te em que festa te estreaste como Dj? Dirias que essa foi a atuação que mais te marcou?

Recordo-me sim. Estreei como DJ, em 2015,  na Daydream, uma private day party que rolava mensalmente aqui no meu estado.
Eu estava bem nervosa, mas o set correu perfeitamente! Apesar de ter sido um momento muito especial, tive outra atuação que me marcou mais, que foi quando toquei no Moving Festival (Brasil) para 5 mil pessoas, em 2019.
Sentir a conexão com tantas pessoas ao mesmo tempo, com certeza foi o momento que mais me marcou até agora!

 

5 – De contactos como artistas, produtoras, organizadores e outros, existem sempre alguns que tornam importante amigos ou mentores, gostarias de referir alguns?

Com certeza, sou imensamente grata a todas as pessoas que cruzam meu caminho e somam de alguma forma.
No momento atual, o maior prestígio que recebo é o apoio da Minds Agency, do meu manager Felipe Constantino e equipe, os quais me dão todo suporte no gerenciamento da minha carreira artística.
Agradeço a equipe da Moving Company (Moving Festival) pelo apoio que me deram ao meu retorno aos palcos em 2019, em especial ao Gerson Marinho (CEO da marca Moving e DJ), que esteve comigo e me apoiou em momentos da minha vida em que eu mais precisei. Também não posso deixar de mencionar, Sabrina Flow, amiga, DJ e produtora de eventos (Universo Sonoro – Daydream, EcoSounds, Novo Mundo Festival ) que me incentivou a iniciar minha carreira como DJ lá em 2015 e que foi uma grande voz da experiência sobre eventos e cultura eletrônica.
F. Santti, a pessoa que acreditou e investiu em mim como produtora musical logo que eu montei o home studio e comecei a estudar. E o DJ e produtor musical K.A.U (prodígio de 16 anos) , que é praticamente um filho pra mim e está sempre ao meu lado desenvolvendo e co-criando comigo.
Tem muita gente especial que já passou pela minha vida, e eu gostaria muito de mencionar todos aqui, mas a lista vai ser grande (hahaha).
No mais, meu grupo de fé Xinddy Gang, que me acompanha e me dá um enorme suporte na pista e nas redes sociais.
E por último mas não menos importante, meus melhores amigos que estão há mais de 10 anos comigo: Patrick Canofe, Raissa Damasceno, Danyelle Silveira, Camila Mauss, Felipe Fraga (moviemaker) e Guillherme Heck (primo e moviemaker) que são, de fato, quem me dão o maior apoio emocional e me fortalecem a continuar minha trajetória.

 

6- Quando estás em palco, quais são as emoções e pensamentos que mais tens presentes?

Se eu fosse pensar em uma única palavra para definir o que eu sinto, seria CERTEZA. Isso porque eu penso que nós, como seres humanos, estamos sempre em busca de coisas que nos façam sentido/sentir.
Estamos sempre buscando razão naquilo que pensamos, fazemos e construímos. E se tem uma coisa que eu sinto 100% de satisfação, amor, coragem, motivação, enfim, toda gama de sentimentos que me completam, me traduzem que o que estou fazendo é o certo, e assim, testemunham minha missão, minha certeza de que a música eletrônica é a minha vida.

 

7- Gostarias de colaborar com algum artista em especial?
Sim. Fabio Fusco (Alemanha) é meu maior sonho de collab musical.

 

8- Quais são os seus três álbuns favoritos de todos os tempos?
Dr.Dre – 2001 (USA – 1999)
Nadando com os Tubarões – Charlie Brown Jr. (Brazil – 2000)
The Eminem Show – Eminem (USA – 2002)

 

9- Tens algum próximo passo pensado para o teu projeto? O que se segue?

Neste ano de 2021 eu prospecto pelo menos 1 lançamento por mês.
Já tenho algumas músicas prontas para lançar, que desenvolvi  no decorrer de 2020. Porém já estou trabalhando em original mix e colaborações com cantores e outros artistas, tanto de psytrance como de outros gêneros.
Como eu trago bastante do Rap e o G-funk na minha essência musical, quero tornar cada vez mais nítida essa fusão de Progressive Trance e Rap na minha identidade sonora, a qual eu intitulei como subvertente, Gangsta Prog.

 

10- Se pudesses escolher qualquer lugar no mundo para tocar, onde seria?
Tenho o sonho de tocar no Burning Man, festival que acontece no deserto de Black Rock em Nevada – USA.
Mas imaginando uma utopia mais avançada, eu gostaria muito de tocar nas pirâmides do Egito, ou nas de Teotihuacán, no México. Ou em qualquer outro sítio arqueológico de alguma civilização antiga!

 

11- Obrigado por te juntares a nós nesta entrevista, queres deixar algumas palavras à comunidade psytrance portuguesa antes de terminarmos?

Gostaria de agradecer pela possibilidade tão especial de estarmos em conexão e dizer que estou ansiosa e esperançosa para o final deste ciclo pandêmico chegar e podermos vivenciar momentos incríveis novamente!
Meu recado para a comunidade psytrance portuguesa é agradecer aos meus ouvintes que acompanham meu trabalho e dizer que eu estou preparando muita coisa legal para este ano, espero poder em breve visitar este país tão encantador que é Portugal, o qual carrego algumas raízes, e que já tenho um carinho imenso desde já!
Um grande abraço! E que a Música siga nos conectando e sendo a válvula das nossas vidas!

 

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