DR. HORUS: ÁS MÃES

Às mães

O primeiro ser que nos ama neste universo é a nossa progenitora. Ainda antes de nos conhecer, quando estamos no seu ventre, é ela quem providencia tudo aquilo que necessitamos. Durante 9 meses somos um só. Mesmo não sabendo de que cor são os nossos olhos, quão gorduchos somos, ou quão bonito é o nosso sorriso, é ela quem nos encara com o olhar mais terno e carinhoso. Olhar paciente. Olhar de mãe. Olhar de amor. Quando ainda nem sabemos o que são os sentimentos, é no seu colo que repousamos e sentimos. É a primeira voz que ouvimos e, talvez por isso será das poucas que nos acompanhará até ao final dos nossos dias. São elas que nos vestem, que nos limpam e que nos nutrem. São elas que nos vêm crescer. E fazem crescer. Que torcerão sempre pelo nosso maior sucesso. Que sentem um orgulho desmedido quando somos especiais a fazer alguma coisa. Literalmente qualquer coisa. As mães gabam- se dos filhos. “O meu Manel cozinha muito bem”. “A minha Helena não consegue deixar um animal abandonado na rua”. “A minha Isabel tem imenso jeito para o desenho”. “O meu Henrique é muito amigo do seu amigo. É mesmo muito generoso!”.

E ainda que cresçamos e nos tornemos adultos mais ou menos responsáveis, serão eternamente preocupadas connosco e tudo o que nos diga respeito. Algumas tornar- se-ão demasiado bisbilhoteiras e quererão saber de coisas que nem sempre queremos partilhar. Serão sempre as pessoas mais preocupadas com a nossa alimentação. Se nos agasalhamos adequadamente e se precisamos que elas vão lá casa fazer o chá milagroso quando estamos doentes. Seremos eternamente as crianças delas. Nunca nos tornaremos verdadeiramente independentes. E ainda bem. Porque mãe só há mesmo uma, coincidindo ou não com a nossa progenitora. São as nossas pessoas especiais. As nossas guerreiras. Que lutam diariamente e dariam a própria vida em prol da nossa. Serão muitas vezes o nosso porto de abrigo para todas as tempestades. Pessoais, profissionais ou uma mistura de ambos. Chateámo-las demasiado e damos-lhes imensas dores de cabeça. Mas nunca, nunca serão esquecidas e muito menos substituídas. Pois são elas que nos inspiram e nos deixam de lágrima no olho quando as sentimos tristes. É o seu sorriso e gargalhada que lembraremos na mais doce das recordações. Devem ser mimadas e muito amadas não só porque foram as pessoas que estiveram connosco desde o primeiro minuto, mas também porque permanecem genuinamente preocupadas connosco!

E tu? Já disseste hoje á tua mãe o quanto lhe és grato, a admiras e amas? Se não te ajeitas com as palavras fá-la ler este texto. Às vezes o mais importante não é dito tantas vezes quanto gostaríamos por diversas razões.

Obrigado mãe!

Artigo de Dr. Horus