ENTREVISTA #78 MIMIC VAT

“Quebra-Gelo”: Em geral, o que desejamos com este tipo de comunicação não é fazer publicidade ou propaganda, mas sim criar uma História do Mundo do Psytrance, quem são as suas personagens e protagonistas atualmente, e como serão daqui por 10 ou 20 anos. Posto isto, é claro que tu és parte da História desta comunidade, que conta com uma imensidão de pessoas inigualáveis.

1- Como é que a música entrou na tua vida ?

R: Em retrospectiva, não me consigo lembrar de um momento na minha vida onde a música ainda não estivesse presente. Sempre cresci rodeado dela, fosse em casa ou com amigos

2- Qual foi a tua primeira actuação?

R: A primeira festa que toquei foi em Outubro de 2011, há pouco mais de 7 anos.

3- Quando é que sentiste a necessidade de saltar para o comando da nave?

R: Na verdade, eu acho que nunca se tratou de uma necessidade mas mais de uma curiosidade. Sentia vontade de criar algo mas sem grandes expectativas e fui trabalhando.. até que surgiu a oportunidade.

4-Quais são as tuas influências na música?

R: Intemporalmente: Furious, Kashyyyk, Gotalien e Kindzadza.

5- Qual foi o teu primeiro lançamento?

R: A primeira vez que vi o meu nome num CD foi numa faixa em colaboração com o Akés, num álbum dele em 2010 ou 2011. Entretanto com o passar dos anos fui lançando em compilações em editoras como Kamino, Noise Poison, Osom ou Freak Records, tanto faixas soltas como colaborações com outros artistas. Em termos de primeiro álbum, é algo que ainda está em processo de construção.

6-Como é que foi o teu inicio de carreira?

R: Foi uma aventura com muitas horas em frente ao computador. Sentia-me radiante por ter oportunidades e trabalhei para que desse sempre o meu melhor em todas elas. Houve festas boas, houve festas horríveis, mas no fundo valeu a experiência.

7- Qual dos momentos inesquecíveis do projecto Mimic Vat?

R: Acho que o momento mais importante foi sem dúvida a primeira vez que tentei criar uma faixa de 'hitech'. Senti que havia tanto por explorar e de certa forma sentia-me tão confortável que acabei por criar o projecto!

8- Onde é que encontras inspiração para a tua música?

R: Em alliens, robôs, desenhos animados, jogos de vídeo, filmes, estados emocionais, paisagens, viagens.. e mais que tudo, na minha família e amigos.

9- Como é que te sentiste na primeira vez que pilotaste a nave?

R: Senti-me realizado por ter conseguido mas sabia que ainda muito mais teria de vir. Claro que estava nervoso e com receio de qual seria a reacção do público.. Mas isso ainda hoje acontece.

10-Como é que foi o teu primeiro contacto com o Psytrance?

R: Foi através de um grupo de amigos que já ia a festas desde bem antes de os conhecer; e ouvia-os falar de como tudo era e de toda a cultura envolvida e achava tudo fascinante. Foi então que fui à minha primeira festa e honestamente, nunca mais nada foi o mesmo.

11- Qual é que foi a actuação que mais te marcou?

R: Esta deve de ser provavelmente a pergunta mais difícil de responder.. De alguma forma há sempre algo que marca e que fica na memória mas, se tiver que nomear uma, acho que noise poison festival 2013.

12- O que é que te fascina nas nossas reuniões?

R: A paixão pela música; ver que há gente que respira este tipo de música e ver o quanto esta paixão consegue influenciar a vida de cada um a fazer a diferença.

13- Nos últimos anos o psy trance tem vindo a crescer em Portugal o número de festas/festivais e novos artistas aumentam a "cada dia". Na tua visão, está nossa caminhada está no ritmo certo ou existe algo que poderíamos estar a fazer mais pelo crescimento da cena?

R: Acho que os sons mais obscuros como Dark, Forest ou Hi-Tech ainda estão muito dissipados em Portugal, a nossa comunidade maioritariamente gosta de outras vertentes e estas musicalidades acabam por estar mais restritas, tanto nos eventos como em oportunidades para novos artistas.

14- Obrigado por te juntares a nós nesta entrevista, queres deixar algumas palavras à nossa comunidade antes de terminarmos?

R: Queria deixar um grande obrigado a todos os que sempre me apoiaram e estiveram presentes, e a toda a comunidade em geral. Ate já...

Entrevista de Pedro Lima
Foto de Mushpics Fotografia