ÀS ESCOLHAS

ÀS ESCOLHAS

Alguma vez foram capazes de olhar para trás e reconhecer quando começou algo muito bom nas vossas vidas? Quando fizeram aquela escolha ainda sem noção do que vos esperaria?

Quase aposto que vos estarão a passar vários momentos pelo pensamento. Porém, a capacidade de olhar para trás e refletir sobre algumas das escolhas, que sem saber deram início às nossas histórias favoritas e se tornaram marcos importantes nas nossas vidas, não é algo inato. É algo que vamos aprendendo e cultivando ao longo da vida, das experiências, e principalmente, ao longo dos erros que cometemos. Estes são tão importantes quanto os sucessos. E todos se devem às nossas escolhas.

Na verdade, torna-se mais fácil olhar para as escolhas quando estas se encontram no passado. E é aí que atentamos às particularidades dos momentos e das pessoas. É aí que refletimos como tudo nos influencia e modela. Como fomos abraçando o que nos foi oferecido. E vamos apercebendo do que nos preenche. Porque todos temos particularidades que nos tornam únicos e especiais.  Somos seres (ir)relevantes dentro da complexidade infinita espacial. Perpetuamente mágicos.

Atrever-me-ia a dizer que é algo que vocês sentem e nutrem tão profundamente quanto eu. Que de alguma forma somos sensíveis a como o universo parece conspirar para nos cruzarmos e sussurrar segredos através de notas musicais, enfeitiçando e aconselhando atitudes e formas de encarar os diferentes momentos da vida.

Para além disso, se há “segredo”, que não é segredo, e que nos tem sido realçado repetidas vezes, é a enorme importância do amor próprio, pois dele provém todo o restante. Somos engrandecidos pelos os laços que cultivamos. Pelo amor que nos deixamos receber e pelo amor que retribuímos. Não conseguiremos dar oportunidade para que alguém goste de nós por inteiro enquanto não nos amarmos profunda e verdadeiramente. Porém, quando este amor surge e é nutrido, todos os outros (amores) nos fazem brilhar ainda mais.

Porque todos os dias somos bombardeados com escolhas, lembremo-nos que a maior escolha que podemos, devemos fazer, é escolher o amor próprio. DIARIAMENTE. Escolher-nos a nós. Escolher o que e quem nos faz bem. Porque a partir do momento que nos tratamos e sentimos bem connosco, tratamos tudo o que é próximo de igual forma.

Artigo de Dr. Horus