AMANTES E INTERESSANTES

Amantes e interessantes

 

Novidades de Janeiro de 2019

2019 traz imensas novidades Amantes!

Teremos uma nova rubrica onde estaremos atentos às últimas novidades científicas, que partilharemos no final de cada mês. O período experimental do ano terminou.  E o primeiro mês do ano não só passou a correr como já terminou. Não se esqueçam de fazer todos os dias contar!

Assim começamos espicaçando o nosso conhecimento com algumas das notícias escolhidas:

  1. Um quarto com vista para a montanha: a história da convivência entre hominídeos 100 mil anos antes do esperado

A história da evolução humana tem sido rescrita de acordo com os fatos que vão sendo descobertos. Recentemente foram colocadas três linhagens de hominídeos Sapiens, Neandertais e Denisovanos no mesmo tempo e espaço cerca de 100 000 anos mais cedo que aquilo que era esperado. Em conjunto com estudos que comprovam a presença de informação genética de outros hominídeos no nosso genoma, não restam dúvidas que somos o produto de uma evolução que se apoiou no cruzamento entre espécies.

Fonte: http://science.sciencemag.org/content/363/6426/438

  1. Homens também podem passar DNA mitocondrial à descendência

O DNA mitocondrial, é informação genética que não está presente aquando da união dos gâmetas.  Até 2019 pensava-se que apenas as mulheres eram capazes de transmitir DNA mitocondrial à descendência, porém em Janeiro deste ano foi revelado que afinal os homens também são capazes de o fazer, ainda que em raras exceções.




Fonte: https://www.publico.pt/2019/01/08/ciencia/noticia/homens-tambem-podem-passar-adn-mitocondrial-filhos-1856926

  1. Privação do sono aumenta níveis da proteína TAU (associada ao Alzheimer)

A acumulação da proteína TAU no cérebro tem sido associada à degeneração dos neurónios, fenómeno observado no Alzheimer. A privação do sono tem sido ligada a várias doenças, no entanto apenas em Janeiro deste ano foi cientificamente provada que fatores do dia a dia podem direcionar a rapidez com que a doença se propaga no cérebro. Um estudo demonstrou que a privação do sono leva a um aumento desta proteína. Assim, ainda que seja um grande passo, não podemos negar a possibilidade de a privação do sono poder contribuir, e muito, para o declínio cognitivo e propagação desta doença.

Fonte:https://www.sciencedaily.com/releases/2019/01/190124141536.htm

  1. Cães podem ter começado a ajudar a caçar presas pequenas

A amizade entre o Homem e os lobos foi um sucesso logo na primeira tentativa e há evidência de que os cães se tornaram distintos dos lobos entre 20 a 40 mil anos atrás, altura do Paleolítico. Estudos genéticos colocam a Europa como o berço da domesticação e sugerem que foi o único. Ou seja, os primeiros cães domesticados terão tido origem na Europa e a partir dali a população canina foi-se diversificando. Até aqui não há muita coisa que nos espante. No entanto, ao contrário do inicialmente pensado, os cães terão iniciado a parceria com os humanos na caça de presas pequenas ao invés de grandes. Fragmentos de ossos pertencentes a canídeos encontrados recentemente sugerem que nos primeiros estádios de domesticação, estes sinalizavam presas pequenas.

Fonte: https://www.sciencenews.org/article/dogs-may-have-helped-ancient-middle-easterners-hunt-small-game

  1. Demasiado humanos? O preço que pagamos pelos nossos super cérebros avançados

Cientistas defendem que apesar de a nossa eficiência cerebral ser cada vez maior, estamos também mais vulneráveis para desenvolver patologias. Se temos estruturas cerebrais cada vez mais eficientes e capazes de comunicar com menos “palavras”, despendendo menos energia, temos outras menos robustas no que toca à prevenção de erros. Este fato vem ajudar a elucidar o trade-off que acontece na evolução ou, se lhe quisermos chamar, os vários lados da mesma moeda. Se por um lado temos dos cérebros mais capazes, por outro também pagamos o preço e sofremos com patologias como ansiedade, depressão e stress pós-traumático.

Fonte:https://neurosciencenews.com/neurodegeneration-advanced-brains-10610/

Artigo de Dr. Horus